15 de março: Dia do Consumidor (consciente)
Fonte: Portal EcoDesenvolvimento
O dia 15 de março é marcado pelas comemorações do dia Mundial dos Direitos do Consumidor. A data, criada na década de 60, surgiu para propagar os direitos básicos que todo comprador de produtos ou serviços deve ter. Mas os tempos mudaram e hoje o dia lembra que, além de lutar pelos seus direitos, os consumidores devem também dar o exemplo e ter consciência de que o que eles compram pode ajudar ou prejudicar o mundo em que vivemos.
O consumidor consciente não é apenas aquele que compra produtos reciclados. Ele valoriza e dá preferência às empresas sócio-ambientalmente responsáveis, se preocupa com o impacto da produção e do consumo sobre o meio ambiente, busca a melhor relação entre preço, qualidade e atitude social em produtos e serviços oferecidos no mercado, atua de forma construtiva junto às empresas para que elas aprimorem seus processos e suas relações com a sociedade e mobiliza outros consumidores para a prática do consumo consciente.
Conceitos como economia (não desperdiçar recursos), planejamento (planejar o consumo com antecedência, para evitar gastos desnecessários), sustentabilidade (observar a prática empresarial de responsabilidade sócio-ambiental) e reciclagem (praticar o descarte inteligente, reutilização e reaproveitamento de materiais) são fundamentais quando se fala nesse novo tipo de consumo.
Para estimular essa prática, o PROCON-PR criou a campanha Consumo Consciente. “Planejar gastos, pesquisar preços, não comprometer o orçamento doméstico com financiamentos que podem levar à inadimplência, obter informações sobre fornecedores, produtos e serviços são pontos básicos a serem observados pelo consumidor consciente”, afirmou a coordenadora do Instituto no Paraná, Ivanira Gavião Pinheiro.
Outra forma de protestar e cobrar mais responsabilidade das empresas é por meio do boicote. Grandes multinacionais, como a Coca-Cola, Nike, Unilever, Adidas, Hering, Puma, Fila, Wal-Mart, Trident e Levis já viram os consumidores pararem de comprar seus produtos por questões éticas. Acusações como trabalho escravo, agressão ao meio ambiente e aos direitos trabalhistas e uso de transgênico são frequentes.
Para os que querem se engajar e participar de forma mais ativa nesse novo tipo de consumo, uma dica é usar a internet. Nela, é possível acompanhar a trajetória de cada empresa e até formar mobilizações pró ou contra organizações. “A internet tem um papel fundamental nas mobilizações, porque, com ela, podem ser disseminadas informações que não aparecem na mídia tradicional”, afirma a pesquisadora Marta Caputo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. No entanto, ela alerta que o internauta deve sempre procurar fontes confiáveis e, se possível, entrar em contato com quem faz a denúncia.
“Ainda vamos levar um tempo muito grande para que essa consciência se dissemine em grandes proporções, mas já temos bases suficientemente sólidas para que essa consciência do consumidor enquanto cidadão se expanda ainda mais”, assegura a pesquisadora.
Sobre a data
Em 15 de março de 1962, o então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, fez uma declaração ao Congresso Americano resumindo em quatro direitos básico de todos os consumidores: direito à segurança, à informação, à escolha e direito de ser ouvido.
Posteriormente, a Organização Internacional das Associações de Consumidores acrescentou mais quatro direitos básicos: direito à satisfação das necessidades básicas, à indenização, à educação e ao meio ambiente.
A data foi oficializada em 1985, quando a Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou os Direitos do Consumidor como Diretrizes das Nações Unidas e lhe conferiu legitimidade e reconhecimento internacional.
Para mais informações sobre Sustentabilidade: http://www.ecodesenvolvimento.org.br
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