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><channel><title>Rumo Sustentável &#187; Geral</title> <atom:link href="http://www.rumosustentavel.com.br/categoria/geral/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.rumosustentavel.com.br</link> <description>Sustentabilidade, Desenvolvimento Sustentável, Responsabilidade Corporativa, Terceiro Setor</description> <lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 19:45:49 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator> <item><title>Ecotelhado está presente no primeiro edifício &#8220;verde&#8221; de Porto Alegre</title><link>http://www.rumosustentavel.com.br/ecotelhado-esta-presente-no-primeiro-edificio-verde-de-porto-alegre/</link> <comments>http://www.rumosustentavel.com.br/ecotelhado-esta-presente-no-primeiro-edificio-verde-de-porto-alegre/#comments</comments> <pubDate>Wed, 03 Aug 2011 17:00:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Marcos Pili Palácios</dc:creator> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4932</guid> <description><![CDATA[O projeto em zona de luxo da capital gaúcha tem telhado ecológico que proporciona conforto térmico &#160; A Ecotelhado, especialista em infraestrutura verde urbana, está presente no primeiro empreendimento totalmente verde da capital gaúcha. O edifício é o Riserva Schiavon, da Goldsztein Cyrela, projeto imobiliário de luxo com inovações ecológicas, localizado na rua Casemiro de [...]
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href="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/11573241.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-4933" title="11573241" src="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/11573241-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A Ecotelhado, especialista em infraestrutura verde urbana, está presente no primeiro empreendimento totalmente verde da capital gaúcha. O edifício é o Riserva Schiavon, da Goldsztein Cyrela, projeto imobiliário de luxo com inovações ecológicas, localizado na rua Casemiro de Abreu. A empresa forneceu 621 m² de telhado verde.<span
id="more-4932"></span></p><p>Para a construção da parte superior da edificação, a Ecotelhado instalou o Sistema Alveolar Modular, que permite o uso de maior variedade de plantas incluindo espécies nativas. A utilização da tecnologia permitirá a diminuição em cerca de 10ºC na temperatura do empreendimento, o que proporciona conforto térmico. Também é destaque no sistema a retenção de até 40% da água da chuva por meio das plantas que formam a cobertura por sistema interno de absorção, em drenagem perfeita.</p><p><a
href="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/eco02.jpg"><img
class="size-medium wp-image-4934 alignleft" title="eco02" src="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/eco02-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O empreendimento Riserva Schiavon foi premiado com o título de “Real Obra Sustentável” pelo programa do Banco Real ABN AMRO, que estimula empresas de construção civil que apoiam a sustentabilidade. O prédio recebeu a nota mais alta no conceito do programa.</p><p
style="text-align: center;">Com sede em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, a Ecotelhado tem representantes em todos os estados brasileiros. É filiada da Green Building Council, Associação Telhado Verde Brasil e World Green Roof, além de ser parceira da empresa de engenharia espanhola Mitra . Mais informações em <a
href="http://www.ecotelhado.com.br/default.aspx">www.ecotelhado.com.br.</a></p><p
style="text-align: center;"><p
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4756</guid> <description><![CDATA[Em todo o Brasil, o mercado de shoppings cresce de forma exponencial, estimulando ainda mais o varejo de cada região. E a sustentabilidade virou ponto primordial a ser trabalhado na concepção destes centros de compras, pois os próprios consumidores tendem a procurar empreendimentos comprometidos com as questões ambientais. Prova desta nova realidade, já inserida no [...]
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id="more-4756"></span></p><p>Segundo o colaborador do Portal Alshop, além de presidente e fundador do Grupo SustentaX, Newton Figueiredo, um shopping sustentável conta com três características básicas. “Ele foi projetado para atrair e reter clientes, para ser muito eficiente em sua operação e para causar baixos impactos socioambientais. Ele atrai os potenciais consumidores pela aprazibilidade do ambiente e os retém pela sensação acolhimento e de bem-estar sentidos. E essa qualidade é conseguida também a custa de um aproveitamento de iluminação natural o que, se adequadamente projetada, irá reduzir de forma significativa os gastos de energia”, comenta Figueiredo.</p><p>Exemplos de centros de compras engajados com as causas ambientais não faltam, como o Plaza Shopping Itu, no interior paulista, que construiu e implantou, em parceria com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), uma usina própria de energia, beneficiando toda a região, uma vez que a carga que seria utilizada pelo empreendimento é redistribuída à comunidade.</p><p>E mais recentemente, o Shopping Iguatemi Alphaville, na Grande São Paulo, investiu maciçamente em medidas sustentáveis em busca de maior eficiência energética, seguindo normas rígidas em todo o processo de construção, qualidade do ar, uso de energia, água e emprego de materiais ecologicamente corretos, além de tratar resíduos sólidos e controlar a emissão de poluentes.</p><p>“Como geradores de riqueza ao País, e sendo os locais onde milhões de pessoas passam grande parte de seus dias, seja a trabalho, fazendo compras, ou simplesmente se divertindo, é fundamental, e apoiamos em todos os aspectos, que os shoppings se preocupem com medidas sustentáveis, para que possamos estar cada vez mais inseridos na realidade, não só do mercado de centros de compras, mas também do nosso público-alvo”, ressalta o presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Nabil Sahyoun.</p><p>Sobre a Alshop</p><p>Prestes a completar 17 anos, a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) firma-se cada vez mais como principal entidade representativa do varejo do setor, tornando-se um verdadeiro elo entre lojistas, empreendedores, poder público e demais segmentos da economia, visando o fortalecimento e a capacitação do mercado de centros de compras.</p><p>Criada em novembro de 1994 e presidida desde então pelo administrador de empresas Nabil Sahyoun, a entidade é membro da Federação Nacional de Varejo norte-americana (NRF); do Forum for International Retail Association Executives (FIRAE); e do International Council of Shopping Center (ICSC). Conta com 17 mil associados no Brasil, e representa hoje cerca de 99,5 mil lojistas nos 766 shoppings instalados no País.</p><p>Por meio da Alshop, os associados contam com uma rede de benefícios que inclui assessoria jurídica; acesso a informações dirigidas, fornecedores e prestadores de serviços homologados à entidade, envio de exemplares da associação, além de concessão de descontos em eventos promovidos pela Alshop, tudo visando um maior desenvolvimento e integração entre os profissionais varejistas.</p><p>A entidade dispõe ainda de efetivos canais de comunicação impressos e eletrônicos, como a tradicional Revista Alshop; o Anuário Alshop Brasil de Shoppings Centers; além do Portal Alshop (<a
href="http://www.alshop.com.br/">www.alshop.com.br</a>), interativo, dinâmico, com informações diárias e atualizadas sobre todos os acontecimentos de destaque do varejo, contando ainda com a participação de empresários e executivos do setor em geral, encabeçando discussões de interesse do segmento; além da presença da entidade nas principais mídias sociais existentes na internet.</p><p>Destaque ainda para a presença cada vez mais representativa da associação nas redes sociais, como Twitter (@alshopbrasil) e Facebook (alshop).</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4743</guid> <description><![CDATA[Um show de talentos, emoção e solidariedade. A frase resume, mas talvez não dê a dimensão exata do que se passou na terceira edição do show “Com você, pela vida”, em comemoração aos 20 anos da Fundação do Câncer. Cerca de 1.200 pessoas foram ao Vivo Rio, na noite de segunda-feira (18/4), prestigiar o time [...]
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id="more-4743"></span></p><p>Parcerias memoráveis do maestro Tom Jobim com Chico Buarque e Vinícius de Moraes, entre outros, foram interpretas por grandes nomes da música brasileira, como Ivan Lins e Milton Nascimento, as atrizes e cantoras Alessandra Maestrini e Mariana Rios, e as cantoras Tamy e Taryn Szpilman, além do idealizador do evento, o ator e diretor de novelas Fred Mayrink. Todos foram acompanhados pela Rio Jazz Orchestra, regida por Rogério Lopes.</p><p>O evento também contou com uma atração internacional, a cantora de jazz americana Nnenna Freelon, que interpretou “Triste” e “Corcovado” e ainda fez um dueto com Ivan Lins. E o encerramento da noite foi de muita emoção, com o Coral de Funcionários do Projac cantando a belíssima “Se todos fossem iguais a você” acompanhados por todos os demais artistas.</p><p>Homenagem &#8211; O evento foi dedicado ao maestro e médico Marcos Szpilman, falecido na última sexta-feira. Criador e regente da Rio Jazz Orchestra, Szpilman participou das duas primeiras  edições do show “Com você, pela vida” e participaria desta também. Foi lembrado no discurso de abertura do show pelo presidente do Conselho de Curadores da Fundação do Câncer,  o oncologista Marcos Moraes. “Esta noite é de alegria mas também de saudade. Nosso querido Szpilman estará conosco hoje através da arte de sua filha, Taryn”.</p><p>Todos os artistas e pessoas envolvidas na organização do evento estavam sensibilizadas com a homenagem e também com a atitude de Taryn em manter a participação no show e prestar sua homenagem ao pai. Mas, além disso, outro acontecimento deixou a equipe impressionada. Fred Mayrink passou uma semana internado com dengue e teve alta poucas horas antes do show.</p><p>Além da homenagem ao maestro e de destacar o esforço de Fred Mayrink,  o médico Marcos Moraes aproveitou a ocasião para reafirmar a necessidade de participação da sociedade na prevenção e combate ao câncer. “Podemos dizer que temos 20 anos de boas notícias mas ainda precisamos avançar. Precisamos que a população adote hábitos saudáveis. Vamos dizer não ao tabagismo e sim à alimentação saudável e a prática de atividades físicas. E precisamos também de trabalho voluntário e de doações, porque investir em pesquisas e tratamento custa muito caro”, disse.</p><p>A <strong>Fundação</strong> &#8211; Criada em 1991, a Fundação do Câncer (<a
href="http://www.cancer.org.br/">www.cancer.org.br</a> ) trabalha em prol da prevenção e do controle do câncer. Entidade sem fins lucrativos desenvolve há 20 anos projetos em pesquisa científica e tecnológica, assistência médico-hospitalar, educação e mobilização social e é a principal parceira privada do Instituto Nacional de Câncer (INCA).</p><p>Atualmente apóia cerca de 150 projetos, entre os quais estão a expansão da Rede Brasileira de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BrasilCord), que permite aumentar as chance de cura para os pacientes que precisam de transplante de medula e não possuem doadores na família, a manutenção da emergência pediátrica do INCA  e o financiamento de pesquisas científicas e tecnológicas para o desenvolvimento  de novos tratamentos.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4594</guid> <description><![CDATA[Por Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco Os atuais padrões de produção e consumo de energia estão apoiados nas fontes fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), o que gera emissões de poluentes locais, gases de efeito estufa e põem em risco o suprimento a longo prazo do planeta, por serem finitas. [...]
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id="more-4594"></span></p><p>Não existe uma fonte de energia que só tenha vantagens. Não há energia sem controvérsia, mas a nuclear, pelo poder destruidor que tem qualquer vazamento de radiação, não deve ser utilizada para produzir eletricidade, ao menos em nosso país, onde existem tantas outras opções.</p><p>Fica evidenciado que, desde 2005, a indústria nuclear intensificou seu agressivo lobby em diversos países da região, com forte influência nos setores legislativos e da política energética, tentando impor a implantação de usinas, sob o falso argumento de que a energia nuclear é uma fonte “limpa”, segura e contribui para combater o aquecimento global.</p><p>Com a retomada discutível e equivocada do Programa Nuclear Brasileiro, reiniciando as obras de construção de Angra 3, e os planos do Ministério de Minas e Energia de instalar no Nordeste usinas nucleares – a região do Brasil com maior potencial eólico e solar -, nada mais atual que discutir as razões contrárias a instalação de usinas nucleares no território nacional.</p><p>A opção nuclear para geração de energia elétrica no Brasil e no Nordeste, em particular, não permite resolver os atuais problemas energéticos, e contribuirá para com outros problemas sem solução à vista.</p><p>A seguir são apresentadas, sucintamente, as razões para rejeitar as usinas nucleares, vistas sob os seguintes aspectos:</p><p>- segurança energética,</p><p>- econômico,</p><p>- ambiental,</p><p>- social,</p><p>- riscos,</p><p>- proliferação e militarização nuclear,</p><p>- sustentabilidade energética,</p><p>- democracia.</p><p>Segurança energética</p><p>A segurança energética é um fator prioritário para o país e aumentará com a diversificação da matriz energética. Do ponto de vista da produção de energia, segundo a Empresa de Planejamento Energético-EPE, o país tem folga no abastecimento, podendo suprir as necessidades de energia elétrica, com as atuais taxas previstas de crescimento, por mais 5 anos. Portanto é puro oportunismo, criar uma relação direta entre os atuais apagões, que tem ocorrido freqüentemente no país todo, com a necessidade da instalação de usinas nucleares para evitá-los. Como que se os atuais apagões fossem decorrentes do desabastecimento, e novamente repetiríamos 2001/2002. Os defensores desta tecnologia associam enganosamente a instalação das novas usinas nucleares como solução aos apagões, que são ocorrências recorrentes do próprio modelo mercantilista empregado no país.</p><p>O fundamento principal para a construção de novas usinas de geração é de que existe uma previsão de crescimento da economia (sem que se questione a natureza do crescimento) e de que, em função disso, há necessidade de se ofertar mais energia para atender a esta demanda, construindo novas usinas.</p><p>Projeções do consumo futuro de energia dependem do tipo de desenvolvimento e crescimento econômico que o país terá. Existem vários questionamentos sobre os cálculos oficiais que apontam para taxas extremamente elevadas de expansão do parque elétrico brasileiro para atender a uma pretensa demanda. O que essa previsão esconde é o fato de praticamente 30% da energia elétrica ofertada pelo país é consumida por seis setores industriais: cimento, siderurgia, produção de alumínio, química, o ramo da metalurgia que trabalha com ferro e papel/celulose – 30% somente para seis setores. São exatamente eles que puxam o consumo da energia elétrica para cima, os chamados setores eletro-intensivos. Precisamos urgentemente discutir: energia para que? E para quem?</p><p>Temos de fugir dessa idéia míope de discutir qual a melhor fonte. A melhor fonte de energia é aquela que não é consumida. Não consumir energia significa ter uma política de aumento da eficiência energética, situação da qual estamos muito longe ainda. Os resultados oficiais apresentados nesta área são pífios.</p><p>No Brasil, o consumo de energia per capita ainda é pequeno e é indispensável que o consumo de energia cresça para promover o desenvolvimento sustentável. No entanto, nada impede que o uso de tecnologias modernas e eficientes sejam introduzidas logo no início do processo de desenvolvimento sustentável, acelerando com isso o uso de tecnologias eficientes (aquecimento solar da água, eletricidade solar, geradores eólicos, geração distribuída,&#8230; ). Contrapondo assim ao pensamento de que, para haver desenvolvimento, é preciso que ocorram impactos ambientais, devido a geração, transporte e uso da energia.</p><p>A conservação de eletricidade reduz o consumo e posterga a necessidade de investimentos em expansão da capacidade instalada, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados aos usuários finais. A eficiência energética é, sem dúvida, a maneira mais efetiva de ao mesmo tempo reduzir os custos e os impactos ambientais locais e globais, suportando assim, conjuntamente com as fontes solar, eólica e biomassa; a segurança energética do país.</p><p>Aspectos econômicos</p><p>Do ponto de vista econômico, o custo de uma central nuclear é enorme, da ordem de R$ 10 bilhões. Geralmente este valor está aquém dos valores finais da obra. Nas planilhas de custos é subestimado (até não levado em conta) os custos de armazenamento dos resíduos, da desmontagem da central após sua vida útil e limpeza de locais contaminados, o reforço da linha elétrica para distribuição, e os serviços de fiscalização e segurança, entre outros. O chamado descomissionamento, representa o custo de desmontagem definitiva e descontaminação das instalações das usinas nucleares após o encerramento das suas operações. É preciso que se tenham garantias absolutas de que esse trabalho será levado a cabo com seriedade, e que as instalações e resíduos das usinas não serão simplesmente abandonados contaminados após o seu fechamento.</p><p>Como exemplo do que estamos falando, centrais nucleares que estão sendo planejadas atualmente na Finlândia, já estão custando o dobro do estimado antes do começo da obra. Já nos Estados Unidos, as usinas implantadas entre 1966 e 1986 tiveram, em média, custos 200% acima do previsto.</p><p>A história do nuclear mostra que esta sempre foi e continua a ser, mesmo com a nova geração de reatores, uma indústria altamente dependente de subsídios públicos. Isto significa que quem vai pagar a conta da imensa irresponsabilidade de se implantar estas usinas em nosso país, será a população de maneira geral, e em particular os consumidores, que pagarão tarifas cada vez mais caras.</p><p>Desde 2005, um dos mais conceituados centros tecnológicos do mundo, o Massachusetts Institute of Technology, tem assegurado que a energia nuclear não é competitiva sem subsídios. À mesma conclusão chegaram estudos publicados pelos jornais The New York Times e The Financial Times. Outro estudo ainda, publicado pela National Geographic Brasil (agosto 2005) aponta na mesma direção. E mais recentemente a revista britânica New Scientist listou argumentos que desfavorecem a energia nuclear: não sobrevive sem subsídios, os custos para pesquisa e desenvolvimento são altíssimos e também são insuportáveis os custos da disposição do lixo nuclear e do descomissionamento dos reatores, assim como a segurança nas usinas.</p><p>Para os brasileiros o maior impacto da instalação de usinas nucleares será nas tarifas. De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, enquanto no mesmo período o IPCA (índice oficial de inflação do governo) acumulou 86%, segundo a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia Elétrica (Abrace). E projeta que até 2014, o preço da energia subirá mais de 30%. Pagamos uma das mais altas tarifas do mundo, e com tendência de aumento. Sem nenhuma dúvida pode-se afirmar que o uso da eletricidade nuclear irá contribuir ainda mais para a elevação das tarifas de energia elétrica no Brasil.</p><p>Para aqueles que afirmam que o Brasil deve manter-se aberto para todas as possibilidades de aproveitamento na geração e oferta de energia elétrica, a médio e longo prazo, o desvio de recursos públicos para a opção nuclear será um verdadeiro obstáculo ao estabelecimento de políticas de incentivo e promoção de energias renováveis no país. O incentivo garantido às usinas nucleares deveria ser direcionado a outras fontes de geração de energia, muito mais seguras e limpas, como a eólica, solar e a biomassa.</p><p>O governo brasileiro mostra mais uma vez que está disposto a bancar a construção de grandes empreendimentos contraditórios e de resultados duvidosos, contrariando interesses divergentes que não tem sido considerado e nem incorporado no processo de negociação e decisão.</p><p>No caso de Angra III a estimativa de custos da obra, que era de R$ 7,2 bilhões em 2008, pulou para R$ 10,4 bilhões até o final de 2010, de acordo com a Eletronuclear. Isso sem contar os R$ 1,5 bilhão já empregado na construção e os US$ 20 milhões gastos anualmente para a manutenção dos equipamentos adquiridos há mais de 20 anos. Desde 2008, o custo de instalação por kW de Angra 3 subiu 44%, de R$ 5.330/kW para R$ 7.700/kW. Os gastos em usinas nucleares são um sumidouro de recursos públicos, e quem pagará por esta insanidade será o povo brasileiro.</p><p>Questão ambiental</p><p>Do ponto de vista ambiental é uma meia verdade, afirmações que as centrais nucleares não contribuem para os gases de efeito estufa, e que são “limpas”.</p><p>Em operação rotineira, as centrais nucleares pouco agridem o meio ambiente, porém expõem a sociedade ao risco de acidentes que liberam na biosfera produtos de fissão nuclear de alta radioatividade, que podem trazer conseqüências catastróficas a vida. Embora pequeno, tal risco existe, e não pode ser negligenciado. Ademais, essas usinas não resolveram o problema do que fazer com os rejeitos de alta radioatividade, cuja deposição final demanda pesados investimentos. Estima-se que estes rejeitos tenham que ficar isolados durante milhares de anos.</p><p>Na geração da eletricidade nuclear a produção de CO2 é muito pequena, mas se levarmos em conta o conjunto de etapas do processo industrial (chamado ciclo do combustível nuclear), que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado nas minas em estado natural até sua utilização como combustível dentro de uma usina nuclear é produzido quantidades consideráveis de gases de efeito estufa. Portanto, além das elevadas emissões de carbono, geram resíduos tóxicos altamente radioativos e contribui com agressões ambientais. Além de uma central nuclear consumir elevados volumes de água para sua refrigeração, tendo sua instalação obrigatoriamente ser próxima a grandes recursos hídricos (rios, mares, &#8230;.).</p><p>Portanto, se levarmos em conta todo o ciclo para preparar o combustível nuclear que será “queimado” nas centrais, pode-se afirmar que esta fonte energética é uma importante fonte de emissões, que são produzidas na prospecção do mineral, na extração e no transporte de urânio, no transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem e no futuro descomissionamento.</p><p>Vários estudos científicos têm monstrado que o ciclo do urânio é um grande consumidor de energia e um forte emissor de CO2. O estudo americano “Nuclear Power: The Energy Balance” (2005), que compara as emissões de CO2 analisando o ciclo de vida de uma central nuclear e de uma central a gás natural (com uma potência equivalente) chega à conclusão que, no longo termo, com o decréscimo da qualidade das reservas de urânio, a eletricidade nuclear provoca muito mais emissões que o gás natural consumido na termoelétrica.</p><p>O cálculo que faz a Oxford Research Group chega a 113 gramas de CO2 por kWh gerado. Isso é aproximadamente o que produz uma central a gás. Portanto, existe um mito, um afã de descartar, cortar e mostrar de maneira parcial a realidade desta fonte de energia.</p><p>Já de acordo com a metodologia de Storm e Smith para o cálculo de emissões, o ciclo de geração por fontes nucleares emite de 150 a 400 g CO2/kWh, enquanto o ciclo para geradores eólicos emite de 10 a 50 g CO2/kWh.</p><p>Segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) considerando a mineração do urânio, o transporte, o enriquecimento, a posterior desmontagem da usina e o processamento e confinamento dos rejeitos radioativos, esta opção produz entre 30 e 60 gramas de CO2 por kWh gerado.</p><p>Verifica-se então grande contradição nos números relacionados as emissões, e que existe uma polêmica e dúvidas sobre a capacidade de emissão de gases de efeito estufa, ao utilizar o urânio para gerar eletricidade.  Creio que neste caso o aconselhável seja uma ação preventiva, de não utilização desta fonte de energia.</p><p>No caso brasileiro, embora a extração do urânio utilizado pelas usinas ocorra em território nacional, antes ele vai para o Canadá, onde é transformado em gás e, em seguida, para a Europa, onde é enriquecido. Reparem que só nestes deslocamentos, não só existe a emissão de gases proveniente do transporte e do consumo de energia, mas também um grande risco da exposição dos materiais radioativos, ao realizarem viagens intercontinentais.</p><p>Aspectos sociais</p><p>É comum os defensores da tecnologia nuclear mencionarem com destaque, o impacto revolucionário de um empreendimento de R$ 10 bilhões, pode representar na economia local. Do ponto de vista da empregabilidade e dos ganhos financeiros para o município-estado que abrigar a usina nuclear, há uma falsa retórica de que os investimentos automaticamente favorecerão os moradores do entorno das instalações.</p><p>È bom lembrar aos desavisados que os vendedores da usina são responsáveis pelo fornecimento da ilha nuclear, chamada de Nuclear Steam Supply System (NSSS), e pelo layout da planta, o que representa aproximadamente 20% do custo total do capital. Os custos restantes são despendidos na contratação de empresas de engenharia e arquitetura e em fornecedores de sistemas e componentes.</p><p>A ausência de companhias com capacidade de projeto, fabricação e prestação de serviços de engenharia na região, ou mesmo no país, acaba exigindo a contratação de empresas do exterior e a realização de importações. Em geral, isso resulta em negociações que consomem tempo, extensões de prazos de entrega, dificuldades com a qualidade, transporte de equipamentos e outros problemas similares. Isso explica porque alguns vendedores de usinas têm procurado expandir suas responsabilidades para 50% ou 60% do orçamento total da obra, a fim de ter maior controle sobre a execução da usina.</p><p>Portanto não acreditem nestes benefícios mágicos trazidos “pelo progresso” representado por uma usina nuclear. Como exemplo, a época das obras da usina nuclear de Angra 1 chegou a 11 mil homens trabalhando no período de maior movimentação da obra. Eles trouxeram também suas famílias e isso gerou um contingente humano imenso que a cidade teve que abrigar. Muita gente veio de outros estados. E se instalou o caos urbano sem que a cidade de Angra dos Reis pudesse atender os que chegavam com os serviços básicos. A migração desordenada em grandes obras no país é uma realidade incontestável.</p><p>Por outro lado, acreditar que a mão-de-obra utilizada na construção e gerenciamento de uma usina nuclear no Brasil/Nordeste seja mão-de-obra da região, é de que os royalties provenientes da usina serão maciçamente aplicados em ações sociais e ambientais, é a mesma coisa que acreditar em Papai Noel, Saci-Pererê, Mula sem Cabeça e tantas outras figuras do imaginário popular.</p><p>Em comparação com a tecnologia eólica ou solar, a energia nuclear cria poucos empregos. Energias renováveis precisam de trabalhadores locais para a construção local e para a manutenção. Os empregos são criados localmente e ficam no local, por isso as comunidades ganham.</p><p>Riscos</p><p>Atualmente são feitas afirmativas peremptórias de que as usinas nucleares apresentam alto grau de excelência tecnológica, como principal fator de garantia da segurança e o aumento da confiabilidade. Há uma tentativa de tranqüilizar as pessoas, afirmando que a evolução tecnológica dos últimos 30 anos levou as usinas nucleares a se modernizarem e serem praticamente imunes em relação a acidentes. São citadas nos discursos “de perigo zero” as novas usinas que estão em estudos, às chamadas de 4ª geração que utiliza o conceito de “falha para a segurança”.</p><p>Nestas usinas, afirmam que quando ocorrem falhas de operação, estas são corrigidas, levando a uma condição mais segura do que a anterior, ou seja, a correção das falhas se dá automaticamente, sem requerer necessariamente a intervenção dos operadores. Como se isto bastasse e fosse suficiente para impedir acidentes. É só verificar e comparar, que mesmo com os enormes avanços tecnológicos da indústria aeronáutica, acidentes ocorrem, como foi o caso do Airbus 330-200 da Air France/AF 477, pérola da indústria aeronáutica no que diz respeito à automatização e segurança.</p><p>E mais recentemente terremoto seguido de tsunami que atingiu usinas nucleares no Japão, as mais seguras do mundo. Houve vazamento de radiação (12/03/2011) de um reator do complexo nuclear de Fukushima Daiichi localizado ao norte de Tóquio (250 km), após uma explosão ter arrebentado o telhado da instalação depois do grande terremoto (11/03/2011), com vazamento de radiação. Os efeitos imediatos deste acidente nuclear, anunciados oficialmente  foram de 160 pessoas contaminadas pela radiação, e 170.000 retiradas do entorno do reator, com uma área de exclusão que foi aumentando de 3 km, passando a 10 km e atualmente de 20 km de raio em torno do reator acidentado.</p><p>Sem dúvida a segurança das usinas nucleares teve avanços importantes, mas, seu relativo controle é suscetível a fatores humanos e da natureza. Não podemos apagar dos arquivos da memória, acidentes nucleares ocorridos nos últimos anos. Em Three Mile Island, na Pensilvânia &#8211; Estados Unidos em 1979, e em Chernobyl, na Ucrânia, 1986. Nos dois casos, os acidentes foram causados por falhas que provocaram um superaquecimento no reator, e vazamento de material radioativo para a atmosfera.</p><p>Sempre há um risco de contaminação com radiação, independente se a usina nuclear funciona perfeitamente com um bom sistema de segurança. Emissão de isótopos radiativos de césio e estrôncio sempre acontece. Isso é uma contaminação “normal”, conhecida na linguagem internacional como contaminação “standard” das usinas nucleares. Acidentes com vazamento de radioatividade já aconteceram em várias usinas nucleares no mundo. A população sofre mais tarde de doenças graves como leucemia, aumentando o nível de mortandade. Além da contaminação do lençol freático e das terras se tornarem impróprias ao plantio e criação de animais.</p><p>E mais: parte do lixo nuclear produzido na usina precisa ser depositado de forma totalmente isolada do meio ambiente em um período de tempo que pode chegar a mais de 240 mil anos. E até agora a tecnologia para garantir isso de forma perfeita ainda não existe.</p><p>A radioatividade dos resíduos do urânio processado nas centrais é muito elevada, com graves riscos para a saúde pública durante dezenas a centenas de milhares de anos. Ainda não foi encontrada uma solução satisfatória para o tratamento dos resíduos, hoje armazenados em locais temporários. Este é um pesado legado para as gerações futuras.</p><p>Mas, infelizmente, mesmo o controle rigoroso na operação da usina e em todo processo produtivo do elemento combustíve,l não nos livra de outros tipos de risco como roubo de rejeitos radioativos, ataques terrorista, terremotos, falhas humanas e mecânicas. E as conseqüências de um acidente nuclear são desastrosas, afetando a presente e futura geração.</p><p>A nova geração de reatores nucleares em construção na Finlândia (Olkiluoto 3) e na França (Flamanville 3), apresentados como a vanguarda do renascimento do nuclear, têm registrado uma série de atrasos, derrapagens orçamentais e problemas técnicos de segurança. Na Finlândia, o prazo de conclusão da central foi adiado por dois anos e os custos de construção quase que duplicaram para um valor de R$ 11,5 bilhões, com várias falhas na construção a implicar potenciais riscos de segurança. Na França, os problemas são semelhantes, tendo já sido mandada parar a construção pela Agência de Segurança Nuclear francesa por vários problemas técnicos de segurança registrados.</p><p>Até agora não se tem notícias de que algum acidente em usinas de geração de energia tenha tido proporções semelhantes a Chernobyl e o desastre de Fukushima Daiichi. Ainda que Itaipu fosse destruída, e a maior parte da Argentina fosse por água abaixo, não ficariam seqüelas em gerações sucessivas a exemplo do que ocorreu na Ucrânia e no Japão.</p><p>Outro fator de extrema preocupação, descrito no Relatório da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados publicado em 2006, é que o Estado brasileiro está longe de ter a estrutura necessária para garantir a segurança das atividades e instalações nucleares. Nesse documento são apontadas graves falhas na fiscalização e monitoramento do setor nuclear, destacando, entre outros problemas, a duplicidade de funções da Comissão Nacional de Energia Nuclear &#8211; CNEN atua, ao mesmo tempo, como Requerente, Operadora, Prestadora de Serviços, Licenciadora e Fiscalizadora de si própria.</p><p>Vale lembrar que, em setembro de 2011, completara 21 anos da contaminação com Césio 137 em Goiânia, que vitimou milhares de pessoas e ficou conhecido como o maior acidente radiológico do mundo.</p><p>Proliferação e militarização nuclear</p><p>No Brasil, historicamente, a relação entre o uso da energia nuclear para fins energéticos e para fins militares é muito estreita. O Programa Nuclear Brasileiro surgiu durante a ditadura militar e até hoje atende demandas de alguns setores das forças armadas, fascinados pelo poder que a energia nuclear lhes traz. Outros grupos de interesse fazem “lobby”, como setores industriais “preocupados” com o risco de um apagão, grupos de cientistas pelo prestígio e oportunidades de novas pesquisas e pelo comando do processo, os fornecedores de equipamentos e as empreiteiras, por motivos óbvios.</p><p>A exportação e a proliferação contínua de tecnologia nuclear aumentam significativamente o risco de proliferação de armas nucleares, existindo o risco de novos Estados se tornarem novas potências nucleares.</p><p>Mesmo neste cenário de degradação ambiental e social, a ameaça de nuclearização da América Latina é real, com o Brasil dividindo com a Argentina a liderança nessa corrida. Ambos têm jazidas de urânio significativas, processo de enriquecimento em curso, usinas e minireatores. O Brasil já tem acordo de cooperação com a Venezuela, que firmou acordo com a Rússia para cooperação na produção de equipamentos. Outros países da América do Sul estão discutindo a fonte nuclear como alternativa para suas demandas de energia, como a Bolívia, Equador e Uruguai. O Peru e o Chile que planejam construir usinas nucleares.</p><p>A ressurreição do Programa Nuclear Brasileiro é mais um dos indícios da estratégia governamental de tornar o Brasil uma potência atômica. O dinheiro empregado no programa, para a construção e funcionamento de novas usinas núcleoelétricas, permitirá a lubrificação de todas as suas engrenagens. A cada usina que construímos aumentaremos o volume de urânio que produzimos, aumentando assim o saldo com que se espera entrar definitivamente como sócios no Clube Atômico, e para tal é necessário ter a bomba atômica.</p><p>Devemos evitar para nosso país problemas de geopolítica que são gerados pelo o ciclo de combustível nuclear, a tal ponto que depois das tensões com a Coréia do Norte, atualmente o Irã está em sério perigo de ter seu território invadido militarmente por estar enriquecendo urânio para geração nuclear.</p><p>Abrir mão da energia nuclear significa um importante passo para evitar o perigo de uma nova onda de proliferação nuclear, dada a natureza dual da energia nuclear, que se presta tanto para aplicações pacíficas como militares, sem falar dos problemas físicos de segurança nuclear. Não devemos nos esquecer do que afirmou o físico Robert Oppenheimer, responsável pela construção da primeira bomba atômica, quando visitou o Brasil, em 1953: &#8220;Quem disser que existe uma energia atômica para a paz e outra para a guerra, está mentindo&#8221;.</p><p>Sustentabilidade energética</p><p>A atual política energética e ambiental adotada, lamentavelmente tem levado o Brasil a caminhar na contramão do que vem sendo implementado em várias partes do mundo, que tem optado pelo uso de fontes renováveis de energia, não só na geração de energia elétrica, mas também no aquecimento de água solar que evita o consumo de eletricidade nos chuveiros. A noção de sustentabilidade energética descarta a eletricidade de origem nuclear como uma solução sustentável.</p><p>Na atual política de expansão da oferta de energia para o país, fica evidente o tratamento especial dado para a construção de mega-hidrelétricas na região Amazônica, de termoelétricas a carvão mineral e óleo combustível e a instalação de usinas nucleares.</p><p>Esse gigantismo para megaobras, típico de mentes tecnocráticas e autoritárias, beira a insensatez, pois, dada a atual crise ambiental global, são recomendadas obras menores, que valorizam matrizes energéticas com fontes de energia renováveis, que menos agridem o meio ambiente, e com produção descentralizada.</p><p>Se há um país no mundo que goza das melhores oportunidades ecológicas e geopolíticas para ajudar a formular um outro mundo necessário para toda a Humanidade, este país é o nosso. Ele é a potência das águas, possui a maior biodiversidade do planeta, as maiores florestas tropicais, a possibilidade de uma matriz energética menos agressiva ao meio ambiente – à base da água, do vento, do Sol, das marés, das ondas do mar e da biomassa.</p><p>Entretanto, ainda não acordamos para isso. E tudo isso nós temos em abundância. Nos fóruns mundiais vive em permanente estado de letargia política, inconsciente, “deitado eternamente em berço esplêndido”. Não despertando para as suas possibilidades e para a sua responsabilidade em face da preservação da Terra e da vida.</p><p>Em nosso país existem várias alternativas para aumentar a oferta de energia sem a construção de novas centrais, uma delas é incentivando a eficiência energética. Também são evidentes a abundancia dos recursos renováveis: solar, eólico e da biomassa para a diversificação e complementação da matriz energética. Simplesmente as vantagens comparativas destes energéticos renováveis não são levadas em conta.</p><p>Opções energéticas e a eficientização de processos e equipamentos são apresentadas pelos estudiosos da UNICAMP, USP, CHESF, UFPE, que levam em conta as possibilidades de redução da energia na demanda tanto do lado da oferta, como do lado do consumo. Além de apresentarem como fontes renováveis: a energia solar para aquecimento da água e para produção de eletricidade, energia eólica, usinas térmicas a bagaço de cana (bioeletricidade) e restos de produtos agrícolas, e energia das ondas do mar.</p><p>Democracia</p><p>A indústria nuclear é por sua natureza secreta e sem transparência. Em alguns países, foi criada uma polícia especializada para cuidar dos materiais radioativos contra o roubo pelos “terroristas”. Com este argumento, a indústria nuclear contribui para a diminuição dos direitos democráticos da sociedade, porque cria um “Estado de Segurança”.</p><p>A segurança das usinas geradoras e demais instalações nucleares (tratamento e enriquecimento de urânio, fabricação de elementos combustíveis, reprocessamento de combustíveis irradiados, depósitos de rejeitos etc.) implica importantes e custosos aparelhos policiais. Assim, países que optem pelas usinas nucleares em seus sistemas elétricos poderão ser forçados a adotar métodos próprios de Estados policiais.</p><p>É fundamental a necessidade de se discutir mais a questão energética. O debate de idéias e o confronto de interesses são instrumentos decisivos na formulação de uma estratégia energética sustentável e democrática. Daí a necessidade de ampliar os espaços de debate, hoje restritos aos gabinetes dos especialistas.</p><p>No caso da energia nuclear informações técnicas, econômicas, financeiras, de segurança, relatórios operativos, entre outros documentos são muitas vezes considerados sigilosos e não disponíveis publicamente. Esta fonte de energia acentua o caráter autoritário na condução da política energética no país.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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id="more-4340"></span></p><p>Em todas as edições, a designer Elisa Quartim assina a coluna Sustentabelisa, onde trata de assuntos relacionados a sustentabilidade e consumo consciente. A colaboradora é coordenadora do Comitê Embalagem Sustentável do Instituto de Design para Desenvolvimento Sustentável. E em suas próximas edições a revista Inove Ambiental contará com colaboradores internacionais.</p><p>Outra novidade é que a publicação reformulou seu material de impressão, carregando agora duas importantes certificações:</p><p>FSC – que assegura qualidade e excelência nas atividades de produção de madeira, sinalizando que estes processos estão inseridos dentro dos mais amplos e rígidos conceitos de sustentabilidade e técnicas de manejo.</p><p>SOY INK – tinta a base de óleo de soja, 100% vegetal, produto oriundo de fontes naturais e renováveis.</p><p>A cada bimestre, a revista Inove Ambiental apresenta o melhor conteúdo para manter seus leitores em dia com as principais questões relacionadas à sustentabilidade e meio ambiente. Para saber mais sobre os colunistas, blogs e conteúdos da revista Inove Ambiental acesse o site <a
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id="more-4319"></span></p><p>Antes da internet, construir redes sociais era bem mais demorado. O problema é quando as relações permanecem apenas no virtual, pois a vida acontece é no mundo real. As relações virtuais podem preencher parte de nossas necessidades, como o primeiro contato, a descoberta de afinidades, de objetivos comuns, mas não dão conta dos próximos passos fundamentais para a construção de laços, o olho no olho, o toque, o calor humano.</p><p>No mundo dos negócios é comum se agradar aos clientes, já que se depende deles para o sucesso financeiro. Assim como na política se agrada ao povo, por que se precisa do voto. Mas na vida social não funciona exatamente assim, pois nem sempre agradamos ao outro fazendo o que ele espera de nós, mas às vezes sendo o melhor de nós próprios.</p><p>Em nossa necessidade do outro queremos ser aceitos, ou não ser rejeitados, ou nos sentir fortes, ou admirados, ou protegidos, ou queremos ganhar, manter ou não perder dinheiro, prestigio, poder, privilégios, empregos, votos, sexo, amor, amizade, etc. São tantas as carências quanto pessoas no mundo! E, em função dessas necessidades, nos enfeitamos e nos aperfeiçoamos para seduzir e enlaçar ao outro, ou nos deixar enlaçar.</p><p>As redes não incluem apenas nossos semelhantes, mas também aos não semelhantes como os animais, principalmente cães e gatos, que interagem conosco, nunca nos negando carinho, apoio, mesmo quando não merecemos. Sem eles, muitos de nós padeceríamos de solidão espiritual. Ao contrário dos humanos, os animais pedem muito pouco em troca e se oferecem por inteiro, incondicionalmente.</p><p>Já as relações entre humanos não tem nada de simples ou desinteressada. São relações complexas baseadas em sentimentos que não dominamos. Existem no amor, na amizade, variáveis e mistérios que nossa razão não domina inteiramente. Não sabemos por que amamos nem por que desamamos, no fundo, não sabemos o que é o amor ou a amizade, sentimentos que não escolhemos ter, mas aos quais precisamos estar receptivos, pró-ativos para receber e cultivar!</p><p>Por isso, não interessa quantas vezes os outros irão nos machucar, continuaremos procurando-os, precisando deles, querendo acreditar em suas promessas.</p><p>Entretanto, podemos aprender com os erros e assim nos libertarmos das carências que nos fazem reproduzir escolhas que não são boas para nós. Não temos de ser escravos de nossas necessidades! Temos escolhas, por mais difíceis que sejam. Podemos escolher ser livres de relacionamentos e situações que nos fazem infelizes ou que nos colocam em risco. Às vezes somos os últimos a perceber esses riscos e geralmente quando os danos já aconteceram. Quando estamos enlaçados pelo amor ficamos meio surdos aos conselhos e alertas dos que estão à nossa volta.</p><p>Existem pessoas tão acostumadas desde muito cedo a serem sempre atendidas em seus desejos, que esperam que os outros estejam disponíveis para atendê-los em suas carências e, quando isso não acontece, não titubeiam em tomar a força o que acham ser seu por direito. Tornam-se predadores insensíveis à dor do outro e alguns chegam a sentir prazer com o sofrimento alheio! Pessoas assim podem ser covardes a ponto de não se deterem nem mesmo diante de crianças e de gente indefesa. A sociedade possui mecanismos para punir, mas para cada uma que consegue alcançar, existem muitas outras impunes, pois pessoas assim não trazem impresso na testa o quanto podem ser más! É duro quando os pais, parentes e a própria sociedade tomam conhecimento de tais atrocidades, e descobrem que os monstros não se parecem com aqueles tipos retratados nos filmes, feios, embrutecidos, pouco inteligentes, mas ao contrário, são as promessas de um futuro que deveria ser melhor e envolvem jovens bonitos, saudáveis, inteligentes, bem formados, que sempre tiveram do bom e do melhor na vida, mas que queimaram vivo o índio Gaudino ou surraram uma empregada doméstica que esperava o ônibus de madrugada para ir ao trabalho ou assassinaram os próprios pais e avós!</p><p>Os assassinos em série têm perfil semelhante, os estelionatários também! Geralmente são personalidades sedutoras, inteligentes, confiáveis, e usam dessas armas para iludir, enganar, causar danos e matar repetidamente. Para os estelionatários, a amizade, o amor, transformam-se em armas para atrair e roubar as pessoas! Causariam menos dor se usassem facas e revólveres, pois mais que subtrair bens materiais, rouba a confiança no outro!</p><p>Importante que se diga, a maldade não é uma exclusividade das pessoas más nem a bondade exclusividade das pessoas boas, mas trata-se de uma questão de fazer as escolhas certas. Felizmente, apesar de existirem pessoas que escolhem praticar maldades, existem muitas outras que escolhem praticar o bem. Ao construirmos nossas redes sociais, devemos evitar as primeiras e procurar as segundas.</p><p>Alguém já disse que as maiores vitórias são as que alcançamos sobre nós mesmos. Jamais nos libertaremos de nossas necessidades e carências, mas podemos lidar melhor com elas, identificando-as e não deixando que fiquem tão à vontade em nossas vidas a ponto de nos levar a repetir os mesmos erros.</p><p>A vida é muito breve e demoramos tempo demais para ficar prontos, para conseguir realmente saber o que queremos de nós e dos outros, para deixar de nos iludir com falsas promessas e sonhos impossíveis, para nos livrar dos rótulos, dos estereótipos, dos preconceitos que nos fazem querer pessoas idealizadas em vez de gente real, que nos impedem de ver e aceitar a nós próprios e ao próximo como somos, capazes de grandezas e de misérias que, apesar de tudo, nos faz humanos!</p><p>Não vale a pena aceitarmos ser menos do que pudermos ser ou abrir mão da felicidade, do amor, da vida apenas por que estamos deixando nossas carências e ilusões escolherem por nós!</p><p>(Envolverde/Portal do Meio Ambiente)</p><p>© Copyleft &#8211; É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4283</guid> <description><![CDATA[Concessionária realiza campanha Doe seu troco até o fim de 2010 A Fundação do Câncer promove, com o apoio da Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), a campanha Doe seu troco – Ele pode salvar vidas. Até o fim deste ano, os usuários da via poderão fazer doações nos cofrinhos distribuídos nas 10 cabines de pedágio da praça [...]
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id="more-4283"></span></p><p>A média de veículos que passam pela praça de pedágio, na altura de Piabetá, é de 18 mil por dia. Na avaliação do superintendente da Fundação do Câncer, Jorge Alexandre Cruz, a ação é importante na medida em que contribui para sensibilizar as pessoas para a causa. “A estimativa é que até 2020 surjam em todo o mundo mais 15 milhões de novos casos da doença e, em nenhum país, apenas os recursos do governo são suficientes para combater e controlar o câncer”, afirma.</p><p>O presidente da CRT, Ricardo Bustani, também destaca a importância de alertar as pessoas para a prevenção e o controle do câncer. “Estamos muito entusiasmos com a realização desta campanha, pois além da arrecadação do troco doado pelos usuários da rodovia contribuímos para divulgação desta causa. Entendemos que todos podem colaborar. A linha de trabalho da Fundação tem se pautado pelo incentivo à pesquisa bem como para ações de prevenção e de detecção precoce da doença”, afirma.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4219</guid> <description><![CDATA[Prezado Professor Scalambrini Em seu recente texto o senhor utiliza o derramamento de óleo no Golfo do México para concluir que a exploração de petróleo oferece risco inaceitável e expande esta conclusão para a energia nuclear. Faz menção também à queda do vôo da Air France 477 no Oceano Atlântico, como apoio ao argumento contrário [...]
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id="more-4219"></span></p><p>Todas as atividades humanas envolvem certa medida de risco. Portanto a afirmativa atribuída a nós de que usinas têm risco inexistente não encontra fundamento nos fatos. Entretanto, se a eliminação do risco é inviável, o controle do risco, reduzindo-o a níveis extremamente baixos consiste numa tarefa possível. A questão se modifica para a aceitabilidade ou tolerabilidade dos riscos. Trata-se de uma questão complexa, pois a percepção do risco pelas pessoas é de caráter pessoal, freqüentemente influenciada por experiências vividas e usualmente imprecisas. Idênticas taxas de risco obtidas estatisticamente podem significar coisas diferentes para diferentes pessoas. Por exemplo, muitos podem ter medo de voar, porém aceitam com prazer se envolver em várias atividades de riscos idênticos ou muito maiores, como cozinhar em casa ou dirigir um carro. O risco individual é aquele que mais nos preocupa quando tomamos uma decisão tentando obter um equilíbrio entre o risco e o benefício ou prazer que podemos obter com a atividade. A aceitabilidade do risco é algo muito pessoal. Por exemplo, a maioria das pessoas não pensaria em ser profissional de mergulho em plataformas de petróleo, entretanto, esses profissionais aceitam os riscos desta atividade, presumivelmente devido aos benefícios financeiros que, para eles, sobrepõem-se aos riscos.</p><p>Grande parte das pessoas acredita que eles controlam os riscos aos quais são expostos. Este raciocínio é popularizado através da expressão em inglês conhecida como NYMBY (Not in My Back Yard, ou não no meu quintal). Todos querem viajar de avião, mas não querem o aeroporto perto de suas casas, querem a gasolina, mas não os riscos derivados da indústria do petróleo, querem a eletricidade, mas não a usina nuclear. Como todas as atividades humanas apresentam certa medida de risco, se não aceitássemos estes riscos e eliminássemos as atividades associadas, ainda estaríamos vivendo nas cavernas.</p><p>Diante deste dilema, os riscos da sociedade são controlados por suas agencias regulatórias, grande parte dos quais através de níveis quantificados de riscos. Para isto o homem aprendeu a medir riscos através de estatísticas e a avaliá-los, através de análises probabilísticas. Por exemplo, 5 horas diárias na atividade de escalar rochas íngremes todos os fins de semana causa um risco médio de uma morte entre cada 100 praticantes por ano. Trabalhar em mineração ou offshore causa uma morte a cada 1000 trabalhadores por ano. Dirigir causa uma morte entre cada 10000 praticantes por ano. O risco de morrer em um incêndio ou explosão de gás em casa é de 1 em 1 milhão por ano. De ser morto por um raio é de 1 em cada 10 milhões de pessoas por ano. Este é exatamente o risco decorrente da operação de usinas nucleares. Existem outros modos de se expressar estes riscos, tais como percentagens (0, 01%) e freqüências de retorno(por exemplo, uma a cada 1000 anos). Os engenheiros preferem usar as freqüências.</p><p>O próximo passo previsível é que as sociedades organizadas estabeleçam os riscos máximos decorrentes de operação de centrais nucleares. Entretanto, estes são números ou limites máximos de risco, e o conceito de ALARA (As Low As Reasonable Achievable ou tão baixo quanto razoavelmente possível) vem se sobrepor para reduzir os riscos muito abaixo dos limites estabelecidos pela sociedade.</p><p>As perguntas feitas para determinar se um risco industrial está sob controle são muito semelhantes àquelas que nos fazemos no cotidiano: (i) o risco é tão elevado ou as conseqüências tão calamitosas que o risco é inaceitável?, (ii) o risco é tão baixo que precauções adicionais são desnecessárias? e, (iii) se o risco não se enquadra nas duas categorias anteriores, terá ele sido reduzido a um valor tão baixo quanto praticável?</p><p>A região entre risco inaceitável e risco desprezível, é a região de risco tolerável. Entretanto, para obter uma licença industrial, como a nuclear, o operador deve demonstrar que ele aplica o princípio ALARA para o risco da atividade.</p><p>Mas seria “tolerável”, bom o suficiente na indústria nuclear? A resposta é um enfático não. Além de demonstrar a aplicação do conceito ALARA para o risco, o operador nuclear, a mando do regulador, agindo em nome da sociedade, deve demonstrar quantitativamente que o risco do empreendimento é muito menor do que o tolerável, e se encontra no nível de altamente aceitável, ou quase desprezível (porém não inexistente, como afirmou o professor). O limite máximo definido como risco tolerável para um reator nuclear de potência é de 1&#215;10-5 por ano, ou uma ocorrência de fusão do núcleo a cada 100 mil anos de operação. Apesar de se tratar de um risco não negligenciável, é um nível de risco que, diante do benefício da eletricidade e de medidas de precaução adequadas, não nos preocupa ou causa alteração ao nosso comportamento habitual. Adicionalmente em reatores de  tecnologia ocidental, a fusão do núcleo, como a ocorrida na usina de Three Mile Island, não representa liberação não controlada de radioatividade, pois a existência da contenção, cuja taxa de falha é de 1&#215;10-2, precisará ocorrer simultaneamente com a fusão do núcleo. Isto reduz a probabilidade de ocorrência conjunta (fusão + falha da contenção) para 1&#215;10-7, ou  um evento a cada 10 milhões de anos de operação do reator. Este nível de probabilidade é desprezível e da ordem de magnitude de desastres cósmicos.</p><p>A segurança nuclear se baseia no conceito da defesa em profundidade. Busca-se a construção de uma extensa rede de barreiras em série, cada uma capaz de interromper ou deter quaisquer avanços de anormalidades, que se não contidas, poderiam resultar num acidente. Essas barreiras são de natureza física, códigos de engenharia, de processos de gestão e da própria organização. Elas incidem sobre os sistemas, componentes e estruturas da usina, das pessoas que nela trabalham, nos supervisores e  na estrutura de gestão, além de órgãos externos tais como órgãos reguladores e cadeia de suprimento de bens e serviços. Ela já atua bem antes da construção da usina, incidindo sobre a cadeia de suprimento e permanece em atuação até o descomissionamento da instalação, 60 ou 80 aos depois.</p><p>Essas seis barreiras são:</p><p>Projeto da Instalação e medidas implementadas em condições normais (fora de anormalidades). São as medidas desenvolvidas para evitar o surgimento de uma anormalidade, ainda em seus estágios iniciais. Temos o critério de redundâncias de componentes, Sistemas e Estruturas (SCE), podendo atingir até quatro redundâncias independentes, cada qual capaz de exercer a função projetada, porém resguardada com até 3 outras de reserva. Algo como equipar um carro com quatro pneus reserva ou estepes. A conseqüência é que a probabilidade do carro ficar parado na estrada por falta de pneu é extremamente reduzida, podendo ser inclusive calculada, a partir do tempo médio entre falhas dos pneus, que é uma informação conhecida. Esta é a base para a análise probabilística de segurança. Códigos conservativos de engenharia que estabelecem amplas margens de segurança no projeto, fabricação, operação e manutenção dos SCE´s. Os SCE´s utilizados na indústria nuclear são de qualidade superior aos utilizados na indústria normal, o que inclui medidas de especificação e acompanhamento dos materiais a serem usados na fabricação, testes, transporte e instalação. Existem selos de qualidade nuclear que asseguram excepcional qualidade aos SCE´s nucleares. Ao contrário da indústria aeronáutica, quando o peso e volume são aspectos restritivos, na área nuclear os SCE´s assumem características extremamente robustas. São utilizados materiais nobres para atender às especificações extremas impostas. Essencialmente, todos os SCE´s que têm contato ou podem vir a ter contato com água contendo material radioativo é feito de aço inox de exigente especificação. Uma vez instalados, os SCE´s precisam demonstrar que permanecem em condições adequadas ao longo de toda a vida da usina, o que é conseguido através de um extenso e exigente programa de testes periódicos. Testes de instrumentação, de componentes mecânicos, componentes elétricos, vasos de pressão, tubulações, e toda sorte de componentes são desenvolvidos e implementados, voltados para acompanhar o desempenho de todos os SCE´s. Eventuais anormalidades, ainda em seus estágios iniciais são detectadas e corrigidas, antes que alcancem patamares indesejáveis. Todos os acidentes possíveis, até um grau irrelevante de probabilidade, são estudados, SCE´s são desenvolvidos e instalados, de tal modo que a usina tenha capacidade de reconhecer, interromper e limitar as conseqüências de todos estes acidentes. Podemos ter até quatro redundâncias, dependendo da importância da função. Algo como um automóvel ter quatro motores, sendo três de reserva. Apesar de nunca usados, os SCE´s de segurança são periodicamente testados e permanecem em prontidão, aptos a serem ativados em segundos, na realidade em no máximo 10 segundos. Uma estrutura muito importante na estratégia de segurança das usinas nucleares é o envoltório de contenção. Trata-se de um tanque de pressão de aço, revestido ou circundado por uma extensa parede de concreto cuja função principal é conter todos os materiais radioativos em seu interior, caso um acidente venha a ocorrer, liberando radioisótopos em seu interior. Adicionalmente, o invólucro externo de  concreto promove uma barreira necessária e suficiente para eventos externos, tais como choque de aeronaves. O envoltório de contenção tem pressão de projeto de aproximadamente 5 kg/cm2, suficientemente elevada para superar a máxima pressão decorrente do pior acidente possível. Sinais automáticos de isolamento da contenção fecham todas as entradas e saídas em menos de 5 segundos, a partir da identificação das ameaças. Ela tem capacidade de permanecer isolada por um tempo indeterminado, contendo em seu interior eventuais radionuclídeos,  que pode se estender por anos ou décadas. Periodicamente é testada na sua máxima pressão, demonstrando a inexistência de vazamentos, bem como o tempo máximo de isolamento de 5 segundos. Com todos estes atributos de construção e testes, calcula-se que a taxa de falha da contenção em exercer a sua função seja de uma falha a cada 100 anos. Todos os acidentes possíveis até um mínimo desprezível de probabilidade são estudados com o objetivo de determinar a probabilidade de resultarem em fusão do núcleo. Estes estudos são executados por avançados softwares que codificam as condições iniciais de acidentes, falhas prováveis nos SCE´s, respostas dos SCE´s de segurança, possíveis falhas humanas e calculam a probabilidade de todas as barreiras serem rompidas e o núcleo do reator ser fundido. Todos os acidentes estudados têm as suas probabilidades somadas, e este valor não pode ser superior ao limite estabelecido pelo órgão licenciador, de aproximadamente 1 x 10-5, ou uma vez a cada 100 mil anos. Eventuais liberações radiativas requerem que haja falha simultânea da contenção, o que reduz a probabilidade para 1 x 10-7, ou uma vez a cada 10 milhões de anos. Como a vida útil da usina é de aproximadamente 60 a 80 anos, a sociedade, através de seu órgão regulador, considera que este é um risco suficientemente pequeno em relação ao benefício da eletricidade produzida pelas usinas nucleares. Até aqui citamos alguns exemplos das medidas e procedimentos que se constituem em barreiras contra a propagação de acidentes. Porém não só de SCE´s consiste esta barreira inicial. Trabalhadores, seus supervisores e a organização nuclear são objeto de vários processos que visam elevar a qualificação humana (conhecimento técnico), reduzir a probabilidade de violações (posturas culturais), estabelecer um padrão rigoroso e questionador sobre todos os assuntos nucleares e promover uma excelente comunicação. Os homens interagem com as máquinas, e como aquelas, estes também devem buscar a excelência e receberem o necessário suporte para tal. As organizações nucleares estão entre as mais desenvolvidas da sociedade. São rigorosamente reguladas, quer por órgão externos quanto por si mesmas, se auto-avaliam continuamente e são abertas para o aprendizado. Todo este aparato técnico tem por objetivo evitar o surgimento de anormalidades, assegurando uma operação confiável e segura.</p><p>Detecção prematura de anormalidades: A usina nuclear tem seus SCE´s monitorados em tempo integral por milhares de sensores, transdutores e indicadores, em sua maioria observando o princípio de redundância, que pode chegar até quatro canais de monitoração por parâmetros. Cada redundância é independente das outras, quer em fontes, rotas de cabos e localização de sensores. O objetivo desta proteção é detectar quaisquer anormalidades ainda em seus estágios embrionários e levar esta informação às pessoas e aos equipamentos para que estes implementem as contramedidas ainda neste estágio inicial, aumentando assim a probabilidade de mitigação ou eliminação prematura da anormalidade. Sistemas lógicos recebem as informações da instrumentação, analisam e interpretam as anormalidade e promovem a ativação seletiva dos equipamentos adequados para aquela situação.</p><p>Alarme: Esta barreira consiste em informar através de alarmes, em número aproximado de 6000, a ocorrência de anormalidades que tenham evoluído até um limite pré-estabelecido e julgado prematuro o suficiente para atuar o alarme sonoro, visual ou por computador, informando aos operadores e exigindo uma ação de reconhecimento por parte destes, que uma anormalidade está em progresso, entretanto ainda em estágios iniciais. Em conseqüência, toda uma estratégia de reação, pré existente, treinada  e aferida é implementada.</p><p>·         Recuperação: Caso uma eventual ameaça tenha superado as barreiras anteriores e evoluído, esta etapa da defesa em profundidade das usinas será implementada. Ela consiste em colocar em funcionamento ordenado os equipamentos, sistemas e estruturas de segurança, que foram projetados, construídos e constantemente testados, e que serão suficientes para conter, mitigar e levar a usina a uma condição reconhecidamente segura e assim preservá-la por tempo indeterminado. A usina automaticamente determinará a natureza da ameaça, diagnosticará a sua classificação e colocará em funcionamento os equipamentos e sistemas necessários. As usinas são dotadas de um tempo de autarquia de 30 minutos, durante o qual elas se defendem automaticamente, após o quê, os operadores seguindo procedimentos apropriados, nos quais foram qualificados e constantemente treinados, assumirão o controle, resfriarão a usina e a levarão para uma condição segura e assim a preservarão por um prazo ilimitado.  Todas as equipes de operação são treinadas e retreinadas em simulador ao longo de toda a vida da usina. Equipes de apoio aos operadores e mantenedores da usina, em número e qualidades suficientes são mantidas em plantão em suas residências em caráter perpétuo, capazes de entrarem em ação num período não superior a 30 minutos. Planos de emergência externos são desenvolvidos incluindo recursos dos municípios adjacentes, do estado, da união e internacionais, capazes de mobilizar em tempo, quantidade e qualidade, recursos materiais e humanos necessários e suficientes para enfrentar quaisquer cenários, mesmo aqueles cujas probabilidades sejam desprezíveis.</p><p>·         Contenção: Trata-se de uma barreira física constituída de um envoltório de aço e de concreto, capaz de conter em seu interior a maior pressão possível decorrente do pior acidente também possível, além de preservar uma margem de segurança julgada suficiente. A contenção, testada periodicamente, é passível de ser isolada em segundos através de sinais automáticos redundantes, sendo capaz de conter em seu interior eventuais radionuclídeos por períodos indeterminados, que podem ser estender por anos ou décadas. Seu objetivo é conter a dispersão do perigo indeterminadamente.</p><p>·         Plano de Emergência: Caso a ameaça tenha superado todas as barreiras anteriores, esta parte da estratégia abrange as capacidades suficientes para remover potenciais vítimas, de modo organizado e suficientemente rápido para locais distantes o suficiente da usina, e aí mantê-los em condições adequadas pelo tempo necessário até que possam retornar às suas atividades rotineiras.  Deve ser ressaltado que usinas nucleares são instaladas em locais relativamente remotos, favorecendo esta defesa.</p><p>O mundo tem cerca de 440 usinas nucleares em operação, somando mais de 12 mil anos de produção, cerca de 55 novas usinas estão em construção, e vários e fundamentados estudos (MIT, AIEA, NEA, etc), sinalizam com a construção de centenas ou até cerca de 1500 reatores até 2050. Grande parte dos países envolvidos é constituída pelas economias e sociedades mais desenvolvidas que a civilização desenvolveu em milhares de anos de evolução. Estamos falando de EUA, Japão, Alemanha, França, Canadá, Espanha, Coréia, Rússia, etc. Lembrando linhas inicias do texto, sobre a gestão coletiva de riscos da sociedade, significa dizer que as sociedades destes países julgaram coerente este conjunto de dados, fatos e raciocínios lógicos e concluíram que o risco nuclear era suficientemente baixo para os seus interesses e bem estar. Não significaria este sintoma um testemunho lógico da coerência da utilização nuclear? Será que estas sociedades não produziram suficientes Professores Scalambrini´s em suas universidades tais como Harvard, MIT, Berkley, Cambridge, Carnigie Mellon, Escola Superior de Paris, Universidade Livre de Berlim, Hebraica de Belém, Kyoto, Estatal de Moscou, dentre outras para as deterem nesta decisão de investir na indústria nuclear? Não seria coerente parar para avaliar porque elas assim procederam? Ou será que os Professores Scalambrini nascidos destas instituições estavam melhor informados e mais preparados para influenciar as suas sociedades? Prezado Professor, com o devido respeito, a assimetria é descomunal entre os seus argumentos, preconceitos ou medos, em relação aos fatos.</p><p>Um outro aspecto importante a ser considerado é sobre a nossa política energética nuclear. Nosso território é de aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados, estamos próximos de 200 milhões de habitantes e nosso PIB se aproxima de 2 trilhões de dólares. Somos um grande país e crescendo rapidamente. Nossas reservas de urânio estão no sexto lugar entre os países que possuem este recurso natural, podendo nos elevar para o primeiro ou o segundo lugar, quando (e se) prospectarmos todo o nosso  território. É evidente a assimetria entre nossa dimensão, potencial e poder e o nosso programa nuclear. Temos apenas duas usinas e enriquecemos urânio em escala sub industrial. O impacto econômico e social de uma indústria nuclear avançada é amplo, entretanto a nossa não possui uma dimensão coerente com nosso tamanho.</p><p>Quanto a Chernobyl, o acidente aconteceu no dia 26 de Abril de 1986, quando um reator russo do tipo RBMK de 1000 MWe de potência, explodiu a 60 milhas ao Norte de Kiev na antiga União Soviética. Não foi uma explosão nuclear, porém radionuclídeos se espalharam por uma ampla área. Paradoxal o fato de que o acidente ocorreu durante um experimento para aumentar a segurança. Como todos os reatores, Chernobyl é dotada de sistemas de refrigeração em emergência do núcleo para evitar superaquecimentos. Os operadores queriam verificar se o gerador principal da usina ao ser desligado tinha capacidade de continuar alguns momentos mais a suprir eletricidade para bombas enquanto elas reduziam a rotação. Caso assim ocorresse, esta seria uma fonte adicional de eletricidade que poderia ser usada, enquanto os Geradores Diesel de Emergência eram ligados automaticamente. Em 1986 a filosofia russa de operação de reatores dependia de procedimentos escritos, porém os gerentes da usina permitiam modificações destes procedimentos e até o bloqueio, ou desabilitação, de dispositivos de segurança durante experimentos. Os reatores RBMK tinham certas deficiências de projeto que tinham sido apontadas por especialistas ocidentais aos projetistas russos. Entretanto, os russos acreditavam que os RBMK´s eram seguros, e os procedimentos escritos poderiam limitar as falhas de projeto. Durante o experimento fatal daquela noite, algumas instruções escritas em procedimentos foram ignoradas, outras foram modificadas durante as evoluções do reator, dispositivos de segurança foram bloqueados, e o reator foi permitido operar em regime muito fora de suas especificações. Isto se revelou uma grande falha de cultura de segurança, que juntamente com as falhas de projeto, permitiu uma série de ações que resultaram na destruição do reator. Dentre as ações mais fundamentais numa usina nuclear, está o desligamento do reator, quando assim for necessário. Para isto existem cerca de 20 sinais de desarmes automáticos e um manual. Tais desarmes jamais podem ser bloqueados, mesmo porque não existe dispositivo previsto para tal. Não era o caso do reator RBMK de então. Durante a evolução do teste, alguns desarmes automáticos foram inibidos ou desabilitados, o que permitiu a operação do reator fora do envelope normal. Isto jamais ocorreria numa usina ocidental, que por falta de dispositivo para tal, quer pelo código de conduta dos operadores, quer pela ação dos gerentes e fiscais do órgão regulador.</p><p>As causas do acidente foram falhas e violações de operação e deficiências de projeto. Por trás dessas falhas, existia um sistema administrativo e de gestão que falhava em promover uma atitude conservativa e bom treinamento. O sistema regulatório também apresentava atitude complacente, falhando em fiscalizar rigorosamente a usina. Poderia tal acidente ocorrer numa usina ocidental, incluindo as usinas brasileiras? A resposta é um enfático não. As características de projeto de nossos reatores são muito distintas, nossa conduta de operação estabelece claras e exigentes regaras de ação, incluindo o atendimento rigoroso dos procedimentos escritos, nossos processos de gestão, internos e externos são muito mais desenvolvidos, e, o poder, autoridade e conhecimento de nossos reguladores não atribuem qualquer possibilidade de testes ou ações que não sigam as práticas mais rigorosas, escritas e aprovadas. Como procuramos demonstrar, e vários especialistas internacionais concordam, o acidente de Chernobyl pode ser considerado um acidente causado pela desagregação da antiga União Soviética, e esta afirmativa não constitui qualquer sofisma.  Os números usados no texto do professor quanto ao número de vítimas do acidente não têm qualquer fundamento com a realidade, entretanto é fácil e conveniente atirar estimativas de vítimas ao vento. De concreto, cerca de 50 mortes de trabalhadores e de uma dezena de casos de câncer na tireóide de crianças, que foram tratadas e recuperadas.</p><p>Caro professor, como deveria ser em todo conflito de idéias, apenas as idéias se conflitam, e não as pessoas. Como em todo conflito de idéias bem gerenciado, o resultado é uma posição intermediária entre as partes, incluindo elementos de ambos, e resultando numa conclusão apoiada também por ambos.  Espero sinceramente que a nossa sociedade atinja um equilíbrio desejado nesta questão de investir na indústria nuclear e que desta decisão nossa segurança, bem estar e harmonia se beneficiem.</p><p>Por Drausio Lima Atalla</p><p>Supervisor da Eletronuclear para Novas Usinas</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4159</guid> <description><![CDATA[Nesta incursão vai dos princípios seculares do tema até as mais tormentosas e atuais questões, como a influência da responsabilidade penal e administrativa sobre a civil. Com admirável lucidez analisa e comenta os reflexos de transações em uma área sobre as outras – questão ainda em aberto, pouco tratada na doutrina e praticamente desconhecida na [...]
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id="more-4159"></span></p><p>Esta obra – culta, minuciosa, de caráter propositivo e alertante – foi apresentada pela autora como tese de Livre-Docência em Direito Civil da Universidade de São Paulo em 1983, quando as questões ambientais não eram ainda encaradas com a devida seriedade. Por longos 23 anos permaneceu como tesouro oculto. Após incontáveis violações ambientais e devastações, quando a humanidade passou a atentar para os sinais de agonia da natureza, eis que vem a lume de forma atual, oportuna e útil.</p><p>Em magnífico prefácio, o ambientalista e Desembargador Federal do Tribunal Federal da 4ª Região (RS), Vladimir Passos de Freitas, enaltece, com rara propriedade, a sua grandiosi-dade, as virtudes e extraordinária importância.</p><p>Nenhuma obra aborda o tema da responsabilidade civil por danos ao meio ambiente de maneira tão clara, abrangente e completa, e oferece tantas contribuições para a interpretação e elaboração científica e jurídica do assunto.</p><p>Como as demais obras da autora, torna-se fonte de consulta obrigatória a políticos, técnicos e operadores dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário nas esferas federal, estadual e municipal, assim como, a empresas, escritórios de projetos e consultoria, professores e estudantes.</p><p>Autora:</p><p>Helita Barreira Custódio</p><p>Doutora em Direito e Professora “Livre-Docente” pela Universidade de São Paulo-USP; Aperfeiçoamento em Administração Pública com especialização em Direito Urbanístico pela Universidade de Roma “LA SAPIENZA”; Procuradora do Município de São Paulo já com todos os direitos conquistados; Ex-Advogada da CETESB-SP (junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo); Ex-Assessora Judiciária do Supremo Tribunal Federal – STF (Brasília-DF); Membro Emérito da Comissão do Meio Ambiente da OAB-SP.</p><p>(Envolverde/Millennium Editora)</p><p>© Copyleft &#8211; É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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