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><channel><title>Rumo Sustentável &#187; Meio Ambiente e Ecologia</title> <atom:link href="http://www.rumosustentavel.com.br/categoria/meio-ambiente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.rumosustentavel.com.br</link> <description>Sustentabilidade, Desenvolvimento Sustentável, Responsabilidade Corporativa, Terceiro Setor</description> <lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 19:45:49 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator> <item><title>Setor elétrico: capitalismo sem risco</title><link>http://www.rumosustentavel.com.br/setor-eletrico-capitalismo-sem-risco/</link> <comments>http://www.rumosustentavel.com.br/setor-eletrico-capitalismo-sem-risco/#comments</comments> <pubDate>Wed, 01 Feb 2012 19:45:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Marcos Pili Palácios</dc:creator> <category><![CDATA[Meio Ambiente e Ecologia]]></category> <category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=5003</guid> <description><![CDATA[Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco &#160; A reestruturação do setor elétrico brasileiro, irá completar 17 anos. Teve inicio em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, [...]
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id="more-5003"></span></p><p>O que fica evidente neste episodio é o erro nas projeções feitas pelas distribuidoras de energia elétrica que ficaram acima da demanda registrada em 2011, e que deve se repetir em 2012. Mesmo com a sobra</p><p>de energia as contas de luz poderão ficar mais caras para o consumidor, pois podem ser repassadas para as tarifas.</p><p>Tudo que vemos hoje no setor elétrico é uma deterioração por falta de gestão, planejamento e de organização. Nos últimos 9 anos foi verificada uma degradação contínua da qualidade dos serviços, associado a preços crescentes da energia elétrica pago principalmente pelo consumidor cativo (pequeno e médio consumidor industrial e residencial e serviços públicos).</p><p>O espírito da privatização e do neoliberalismo dos anos de 1990 foi mantido inteiramente, e em todos estes anos vimos ocorrer um processo de captura do regulador pelo regulado. Os contratos de concessão no Brasil têm pontos extremamente favoráveis ao empreendedor, ao concessionário, pois transfere a população todos os riscos do negocio, criando uma situação excepcional e de privilegio para as concessionárias que deveriam prestar o serviço com continuidade, qualidade e modicidade tarifária, por sua própria conta e risco.Daí a necessidade de reverter esta situação com a modificação destes contratos draconianos.</p><p>Infelizmente, mesmo com o racionamento e os apagões que precederam 2001, nada foi apreendido, pois em 2 anos do governo Lula ocorreram dois apagões nacionais, e em um ano do governo Dilma mais 2 apagões também nacionais.</p><p>A conseqüência desta desastrada política no setor elétrico penaliza perversamente os consumidores que estão pagando uma conta abusiva para altos lucros de poucos, em detrimentos do prejuízo de muitos.</p><p>&nbsp;</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=5001</guid> <description><![CDATA[Por Heitor Scalambrini Costa Professor Universidade Federal de Pernambuco &#160; Ante o desastroso anúncio da instalação da maior (1.452 MW) e mais suja termelétrica do mundo no território pernambucano, verifica-se agora que os gestores do crescimento predatório mudaram o discurso perante a opinião publica. A mobilização da população contra este absurdo em pleno século XXI foi [...]
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id="more-5001"></span></p><p>Mas a tentativa ilusionista de esconder a realidade não pára por ai. Lembrando que há poucos meses atrás ocorreu a tentativa de trazer para Pernambuco a usina nuclear. E que também o governo da poluição aprovou a construção de Suape II no Cabo de Santo Agostinho, uma usina termelétrica a óleo combustível de 380 MW, cuja inauguração está prevista para ocorrer neste mês de janeiro de 2012, e que lançará para o meio ambiente diariamente em torno de 6.000 toneladas de CO2, além de outros produtos químicos perigosos à saúde pública.</p><p>Esta tentativa de desviar a atenção da população e criar uma agenda positiva, culminou nos últimos dias de 2011, com o pronunciamento de secretários e ex-secretário de que agora Pernambuco vai se tornar o maior pólo de energia limpa do Brasil. Inicialmente foi dito no discurso de posse do novo presidente da Chesf que é a hora e a vez da energia solar. E também de maneira orquestrada vimos o pronunciamento do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico afirmando que Pernambuco é o único estado brasileiro que consolidou a cadeia produtiva da energia eólica, com a instalação de fabricantes de pás para os aerogeradores, torres de sustentação e de equipamentos de conversão eólico-elétrico. Todavia, deixou de mencionar que Pernambuco tem a irrisória potência instalada de 25 MW, comparada com os ínfimos 2.000 MW de potência eólica instalada no Brasil.</p><p>Sem dúvida alguma é alvissareiro que o setor privado envolvido no aproveitamento dos ventos para geração elétrica vislumbre oportunidades de negócios em Pernambuco, mas daí às afirmações ufanistas e grandiloquentes existe uma distância muito grande. Se compararmos os recursos financeiros envolvidos com as fontes de energia solar e eólica, e as potências elétricas envolvidas, chega-se a conclusão que é muito, mas muito pouco, o interesse e a participação do Estado com as fontes de energias renováveis, menos agressoras ao meio ambiente.</p><p>Nestes cinco anos de governo o que se verificou foi exatamente o oposto. Um total desprezo pelas fontes renováveis de energia, apesar do custo, antes apontado como pretexto para não utilizar estas fontes de energia, mostrar uma tendência de diminuição, chegando ao ponto de hoje a energia eólica ter o custo mais baixo que todas as outras fontes energéticas disponíveis, menos a energia hidráulica.</p><p>O tema das opções energéticas tem que ser tratado com mais respeito e seriedade, principalmente com os profissionais que se dedicam ao estudo deste tema, e envolver os pesquisadores das universidades, dos centros tecnológicos e de pesquisa nesta discussão, e mesmo nas decisões, já que isto não acontece. Basta de marketing e propagando instantânea.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4991</guid> <description><![CDATA[Com novo visual e melhor funcionalidade a embalagem traz diferenciação ao mercado brasileiro de leite longa vida. &#160; Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos lança mundialmente a Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge. Com a nova tampa LightCap, uma abertura ampla, com 30mm de diâmetro, a embalagem possui um face [...]
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id="more-4991"></span></p><p>Com design marcante a Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge traz uma silhueta nova para a gôndola de bebidas longa vida. Destinada para consumo em casa, a novidade pode envasar diversos tipos de bebidas longa vida, tais como leites, leites enriquecidos com vitaminas ou ômega 3, leites aromatizados, bebidas de soja, sucos, néctares e vinhos, sem a necessidade de refrigeração ou adição de conservantes.</p><p>Do ponto de vista ambiental, as novas embalagens cartonadas são certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council™).Além disso, a partir de 2012, os clientes ainda poderão optar pelas tampas de Polietileno de Alta Densidade (HDPE), feitas a partir de cana de açúcar, aumentando ainda mais o conteúdo de material renovável na embalagem.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Lançamento Nacional Batavo</p><p>&nbsp;</p><p>A nova embalagem Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge estará disponível globalmente a partir do segundo trimestre de 2012. No entanto, no Brasil, o lançamento da embalagem será realizado ainda no mês de outubro pela Batavo, empresa da Holding Brasil Foods. A empresa utilizará a nova embalagem para envase de sua linha de leites integral, semidesnatado e desnatado. A empresa aposta na nova embalagem para dar maior destaque à marca Batavo na prateleira, além de proporcionar um servir mais fácil e suave para os consumidores de todas as idades. Além disso, a opção pela embalagem cartonada vem ao encontro da crescente demanda dos consumidores por produtos ambientalmente corretos.</p><p>Alta performance logística</p><p>Uma característica fundamental do Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge é a sua resistência ao empilhamento que viabiliza a utilização de embalagem secundária mais econômica.</p><p>A Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge pode ser envasada no equipamento Tetra Pak A3/Flex iLine com sistema DIMC (Direct Injection Moulding Concept), que permite a injeção da tampa diretamente ao material de embalagem, dentro da máquina de envase. O equipamento que tem capacidade de produção de oito mil embalagens por hora ainda pode ser adaptado futuramente para o envase de embalagens de 500 ml.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Sobre a Tetra Pak</p><p>&nbsp;</p><p>A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos. Atuando próximo aos clientes e fornecedores, oferece produtos seguros, inovadores e ambientalmente corretos, que a cada dia satisfazem as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 170 países ao redor do mundo. Com quase 22.000 funcionários em mais de 85 países, a Tetra Pak acredita na liderança da indústria responsável e em uma abordagem sustentável dos negócios. O slogan “PROTEGE O QUE É BOM™&#8221;, reflete a visão de disponibilizar alimentos de forma segura onde quer que seja.</p><p>&nbsp;</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4988</guid> <description><![CDATA[De acordo com pesquisa global realizada pela Tetra Pak, os consumidores de todo o mundo estão cada vez mais conscientes e tomando atitudes para preservar o meio ambiente. O relatório, que comparou o comportamento das pessoas entre 2005 e 2011, mostra uma mudança positiva, principalmente no Brasil, na China, na França, na Alemanha e nos [...]
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id="more-4988"></span></p><p>O estudo destaca que quase 70% dos consumidores pesquisaram “questões verdes” nos últimos 12 meses. Um grande aumento se comparado com os menos de 40% dos pesquisados em 2005. O percentual de consumidores que descartam suas embalagens e resíduos para a reciclagem também aumentou, saltando de 70% em 2007 para 90% em 2011.</p><p>A pesquisa, realizada com mais de 6.600 consumidores e 200 formadores de opinião em 10 países, ainda aponta que a preferência por embalagens recicláveis tem crescido e já representa 88% do total. Cerca de 77% também afirmaram que compraram determinados produtos e não outros, porque a embalagem era melhor para o ambiente.</p><p>O levantamento também analisou o comportamento dos fabricantes de alimentos e varejistas. Neste público, cerca de 83% dos entrevistados ​​indicaram que consideram o impacto ambiental na escolha de soluções de embalagens, seguindo a tendência dos consumidores.</p><p>Como o interesse pelo assunto sustentabilidade está aumentando, cerca de 60% dos entrevistados afirmam entender termos ambientais complexos como &#8220;pegada de carbono&#8221;, por exemplo. De acordo com Dennis Jönsson, presidente e CEO da Tetra Pak, mais da metade dos consumidores buscam por produtos que forneçam informações sobre o impacto ambiental e afirmam que a falta de dados e selos era um problema em seu comportamento de compra. “Estes resultados ressaltam a necessidade dos fabricantes de alimentos, varejistas e empresas de embalagens oferecerem produtos mais ecológicos e que permitam aos consumidores fazer escolhas conscientes e sustentáveis&#8221;, afirma Dennis.</p><p>A pesquisa também mostra que os consumidores querem fazer escolhas mais “verdes”, sem comprometer o custo e qualidade. A maioria dos entrevistados, cerca de 78%, disseram que estariam dispostos ou extremamente dispostos a comprar alimentos ou bebidas em embalagens &#8220;verdes&#8221; se fossem o mesmo preço que os tradicionais.</p><p>Além disso, cerca de 74% dos consumidores disseram que estariam dispostos ou extremamente dispostos a comprar produtos &#8220;verdes&#8221; se a qualidade fosse a mesma que os tradicionais. Já cerca de 28% dos consumidores afirma que vão comprar produtos em embalagens menos prejudiciais ao meio ambiente, mesmo que custem mais.</p><p>A pesquisa completa está disponível <a
href="http://www.tetrapak.com/br/sobre_a_tetra_pak/imprensa/noticias_e_releases/Pages/PESQUISAAPONTA.aspx">http://www.tetrapak.com/br/sobre_a_tetra_pak/imprensa/noticias_e_releases/Pages/PESQUISAAPONTA.aspx</a></p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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href="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Camiseta_LIMITE-Foto.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-4983" title="Camiseta_LIMITE Foto" src="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Camiseta_LIMITE-Foto-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>No próximo domingo, 18, no passeio ciclístico da campanha Um Dia sem Carro do Aterro do Flamengo à Praia de Botafogo, um pelotão vai vestir a camisa do combate ao tabagismo. Os ciclistas percorrerão, a partir das 9h, o trajeto com a camiseta da campanha #LimiteTabaco, parceria entre a Aliança de Combate ao Tabagismo (ACT) e a Fundação do Câncer que propõe limites mais rígidos às ações da indústria de cigarros.<span
id="more-4982"></span></p><p>Os participantes da pedalada que quiserem se juntar à ação e ajudar a promover as duas causas, devem entrar em contato com a ACT até as 18h de sexta-feira e retirar as camisetas da campanha no sábado – em Copacabana – ou no domingo, no local da concentração do evento. A camiseta é gratuita e tem número limitado. Telefones para contato: (21) 2255 0520 (horário comercial, com Daniela); cel (21) 7870 1908 (nextel) &#8211; ID 55*9*33513.</p><p>&nbsp;</p><p><a
href="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Camiseta_LIMITE-Foto2JPG.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-4984" title="Camiseta_LIMITE Foto2JPG" src="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Camiseta_LIMITE-Foto2JPG-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Campanhas – A campanha #LIMITETABACO propõe limites mais rígidos às ações da indústria do tabaco para atrair jovens e adolescentes ao consumo do cigarro, como a propaganda de cigarros nos pontos de venda e a adição de aromas e sabores ao cigarro com o objetivo de tornar o gosto mais agradável. Saiba mais e participe: limitetabaco.org.br</p><p>O evento UM DIA SEM CARRO, promovido pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio (http://www.fecierj.org.br), tem como objetivo conscientizar e incentivar a população a diminuir a utilização do automóvel e assim, amenizar a poluição, desafogar o trânsito e melhorar o bem-estar das pessoas.</p><p>Serviço &#8211; UM DIA SEM CARRO</p><p>Data: 18 de setembro de 2011, domingo</p><p>Local Concentração: MAM – Museu de Arte Moderna &#8211; Avenida Infante Dom Henrique 85, (Aterro do Flamengo) Rio de Janeiro.</p><p>Hora da concentração: 8h</p><p>Hora da largada: 9h</p><p>Percurso: MAM, Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, Aterro do Flamengo (Monumento aos Pracinhas)</p><p>Segurança: 300 pessoas de apoio, cordão de isolamento, ‘caminhões vassoura’ que irão recolher e consertar as bicicletas com defeito, ambulâncias e ciclistas-médicos.</p><p>Censura livre</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4980</guid> <description><![CDATA[Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco &#160; Já esta se tornando lugar comum, com toda pompa e marketing político, os anúncios bombásticos feito pelo governador de Pernambuco a respeito da chegada de novas empresas que vem para aqui se instalar, quase sempre em alguma cidade no entorno do complexo industrial e portuário [...]
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id="more-4980"></span></p><p>A imprensa saúda o progresso chegando, o dinamismo da economia pernambucana. Três palavras chaves são abusadamente utilizadas e propagandeadas aos quatro ventos, justificando e anestesiando a população em geral e os setores da elite local, que de dia cantam loas a necessidade de proteger a natureza, o meio ambiental, mas na calada da noite, estimulam, promovem e saqueiam as matas, os rios e o ar que respiramos. Progresso, criação de postos de trabalho e geração de renda, bendita seja esta tríade que consegue calar toda uma população, e consentir que a geração futura pague um alto preço pela irresponsabilidade de alguns, mas com o consentimento de muitos.</p><p>Pernambuco é um exemplo de que estamos acelerando em marcha a ré, na contra mão de oferecer melhor qualidade de vida ao seu povo, e perdendo a oportunidade de mudar o paradigma atual, baseado no chamado “crescimento predatório”, que utiliza argumentos do século passado de que o “novo ciclo de desenvolvimento (?)” é a “redenção econômica do Estado (?)” e assim exige o “sacrifício ambiental”. Palavras entre aspas ditas pelos gestores públicos que tentam confundir, como um discurso pela busca de sustentabilidade entre empresas e governo, mas que aumenta o consumo e a produção de energia suja.</p><p>Não bastasse a devastação dos últimos resquícios de mata atlântica, de manguezais, das florestas naturais, da poluição dos rios, agora o Estado atrai e apóia a instalação de termoelétricas a óleo combustível, o combustível mais sujo para produzir eletricidade dentre os derivados de petróleo, perdendo somente para o carvão mineral no ranking de maior emissor de gases que provocam o efeito estufa, ou seja, o aquecimento global, correspondente ao aumento da temperatura média da Terra causador das temidas mudanças climáticas.</p><p>A termelétrica anunciada com a maior usina do mundo que pretende se instalar no Cabo de Santo Agostinho terá uma potência instalada de 1.452 MW, ou seja, a metade da hidroelétrica de Xingó, produzirá anualmente, caso funcione ininterruptamente, em torno de 8 milhões de toneladas de CO2. Além de outros gases altamente prejudiciais a saúde humana. Este cálculo estimado é possível, levando em conta que para cada 0,96 m3 de óleo consumido na termelétrica, 3,34 toneladas de CO2 são produzidos, segundo a Agência Internacional de Energia. Já para a termelétrica Suape II, que já tem mais de 70% das obras construídas, infelizmente também no município do Cabo, a emissão anual desta instalação será de pelo menos 2 milhões de toneladas de CO2. Portanto no município vizinho a Recife, no Cabo, estas duas usinas em funcionamento emitirão em torno de 10 milhões de toneladas de CO2, pouco menos de 1 milhão de toneladas todo mês, e pouco mais de 30.000 toneladas por dia. Será que é este o “desenvolvimento” desejado pelos habitantes do Cabo e de Pernambuco?</p><p>Este tipo de instalação industrial que para produzir eletricidade queima óleo, semelhante ao utilizado para movimentar navios, esta tendo enormes dificuldades em conseguir se instalar no sul/sudeste do país, devido às dificuldades impostas para obterem as licenças ambientais, necessárias para tal empreendimento. Acabam vindo para nossa região, pois aqui é conhecida a frouxidão dos órgãos estaduais responsáveis pelo controle, fiscalização ambiental, conservação e recuperação dos recursos naturais, tais como a Agência Pernambucana de Meio Ambiente – CPRH, ligada a recém criada Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.</p><p>Fica mais uma vez demonstrado que em Pernambuco o crescimento econômico não combina com preservação ambiental. O atual governo do estado dá sinais claros de sua total falta de compromisso com as questões ambientais e com as gerações futuras, que sem dúvida é o maior desafio atual de nossa civilização.</p><p>Enquanto aqui se perpetua um modelo de crescimento econômico predatório, insustentável, alicerçado no uso de combustíveis fósseis, inimigo numero 1 e responsável maior pela emissão dos gases causadores do efeito estufa, o mundo discute como acelerar o uso de fontes renováveis de energia (solar, eólica, biomassa, energia dos oceanos) para atender a sua demanda energética.com menor agressão ambiental.</p><p>&nbsp;</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4969</guid> <description><![CDATA[Por Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco &#160; Há 23 anos, a cidade de Itacuruba localizada no meio da caatinga pernambucana foi inundada pelas águas do Rio São Francisco para a construção da barragem de Itaparica. Os moradores foram transferidos para a nova Itacuruba, uma espécie de cidade cenográfica a cerca de [...]
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id="more-4969"></span></p><p>A Itacuruba de hoje se encontra situada no Sertão do Moxotó de Pernambuco, no sub-médio São Francisco na micro-região de Itaparica. Com 8° 48&#8242; de latitude sul, 38° 41&#8242; longitude oeste, e altitude 316 m; a cidade possui uma área de 437 km², tendo seus limites geográficos ao Norte com a cidade de Belém do São Francisco; ao Sul com a cidade de Rodelas na Bahia; ao Leste com a cidade de Floresta; e a Oeste novamente com a cidade de Belém do São Francisco. Pertence ao semi-árido pernambucano, com uma temperatura média anual de 27°C, cujo acesso é realizado pelas rodovias BR 232, BR110, PE 360, BR 316 e PE 422.</p><p>Minha visita a Itacuruba se deu em função da proposta de instalação de uma usina nuclear naquela região, e o interesse em conhecer o local, seu povo, sua gente, e o que pensam de tal empreendimento. Nesta oportunidade o que também me chamou a atenção foi a promessa de a cidade abrigar um centro de pesquisas astronômicas.</p><p>No papel é um projeto ambicioso proposto para ser um verdadeiro diferencial do segmento turístico-científico, e no desenvolvimento da astronomia no nordeste. A promessa com este projeto seria de tornar a cidade uma referência no turismo pedagógico, e assim atrair alunos e professores de vários estados, dinamizando sua economia. O local escolhido está situado a oito quilômetros da cidade, no Morro da Serrinha, em uma área de 5 ha. O acesso é por meio de uma estrada não asfaltada, que se encontra extremamente prejudicada pelo processo de erosão em vários trechos. Não há sinalização que oriente o visitante até o local, o que tornou necessário a ajuda de um nativo da cidade para ser nosso guia.</p><p>O estudo sobre a cidade abrigar um centro de estudos astronômicos ocorreu por iniciativa do Observatório Nacional (ON), e começou a ser desenvolvido em 1996. A escolha de Itacuruba foi pelos baixos índices pluviométricos que apresenta, pela pouca poluição luminosa noturna, e pela excelente transparência do ar. Além da instalação do Observatório Astronômico Automatizado (OAA), está planejado o observatório solar, e a instalação do telescópio magnético, este subordinado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p><p>O que verificamos nesta visita é uma situação bem diferente do que é propagandeado e anunciado na mídia. Existe atualmente no local duas construções, espaçadas e não muito distantes entre si (uns 500 metros), completamente abandonadas, cujas obras estão interrompidas desde 2008. Uma situada na parte mais alta, com uma visão panorâmica sobre toda região, aparentando ser o local para abrigar o telescópio principal, cujo prédio foi construído em uma base sólida que compreende o lajedo natural da serra. Já a outra construção situa-se na entrada da área, aparentando ser uma edificação destinada ao acolhimento dos visitantes. Quando de minha visita em 27/8/2011, as estruturas de alvenaria de ambas as construções necessitavam de manutenção, e contavam com vegetação crescente nos seus entornos e nos interiores.</p><p>Em outro local totalmente cercado, dentro desta área maior está localizado o OAA e uma construção de apoio. O projeto do ON, cujo nome formal é IMPACTON (Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteróides nas Cercanias da Terra do Observatório Nacional) está em funcionamento desde o inicio deste ano. Não é aberto a leigos, nem a turistas, já que se trata de uma construção destinada à pesquisa cientifica.</p><p>Com a construção do OAA, avalia-se a trajetória de asteróides e cometas que possam atingir a superfície da Terra, e integra o Programa Internacional de Observação e Monitoramento de Quedas. Este telescópio permite que os astrônomos digitem a posição do céu que querem olhar no teclado do computador, é automaticamente o telescópio é direcionado. Faz imagens daquele ponto, e em pouco tempo o cientista recebe o resultado na tela do computador. Seu trabalho é estudar aquilo que o telescópio enxergou no espaço. Essa nova forma de observação permite, por exemplo, que um astrônomo que esteja no Rio de Janeiro possa enviar seu pedido ao centro de observação de Itacuruba sem estar lá. A ordem vai pelo computador e a resposta também vem por ele.</p><p>Mesmo com as obras do complexo astronômico paralisadas desde 2008, já nesta época as autoridades municipais e estaduais anunciavam que estavam praticamente prontas, restando apenas alguns detalhes para abrir totalmente à visitação pública. Em 5/2/2011 o governador do Estado esteve em Itacuruba, com toda pompa, e com a população nas ruas assinou convênios e deu ordem de serviços para diversas obras, inclusive prometendo (mais uma vez) apoio ao projeto do observatório. Também em recente reportagem no DP de 27/3/2011, novamente promessas foram requentadas, sendo agora afirmado pelos gestores públicos que a conclusão das obras deve ocorrer até dezembro de 2012.</p><p>Mais uma vez se repetem as promessas dos governantes (semelhante a que está sendo feito para justificar e obter o apoio da população para a construção da usina nuclear) com as palavras mágicas de trazer o progresso para a região, gerar emprego e renda. Ilude-se toda uma população já tão sacrificada, desestimulada e depressiva, como se constatou em recente trabalho investigativo do jornalista Eduardo Machado publicado no Jornal do Comercio intitulado “Itacuruba: a terra dos deprimidos” (JC 21/08/2011), desnudando a real situação do município, onde mais de 1/3 da população adulta toma medicamentos psicotrópicos para amenizar a depressão, e onde o número de suicídios na cidade ultrapassa em 4 vezes a média nacional.</p><p>A decepção e frustração por promessas não cumpridas são grandes, e lamentavelmente usadas como instrumento de marketing político dos governos municipal, estadual e federal. Não só a população local, mas também os cidadãos e as cidadãs deste Estado estão indignados com as obras inacabadas que se arrastam indefinidamente, como a do Observatório de Itacuruba.</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4965</guid> <description><![CDATA[É muito comum ouvir da fragilidade em ser uma gota no oceano. Qual é o verdadeiro impacto ambiental cada vez que uma pessoa fecha a torneira enquanto escova os dentes, mas o resto do mundo continua a varrer a calçada com água da mangueira? Para os que pensam que suas ações são muito pequenas diante [...]
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id="more-4965"></span></p><p>Para os que pensam que suas ações são muito pequenas diante de um planeta que não se preocupa com tais questões, recomendo uma ação certeira: comprar produtos ecologicamente corretos, certificados por associações sérias de proteção ambiental. Neste caso, você dá força para que as “empresas verdes” possam crescer, e o mais importante; obriga que indústrias inteiras que ainda não aderiram seus produtos, se adaptem a esta nova exigência e implante formas conscientes de produção.</p><p>Quando se fala em reservas esgotáveis, economia de qualquer caráter é muito válida. Se pudermos colocar na ponta do lápis o quanto apenas uma indústria de médio porte gasta de recursos naturais, funcionando no mínimo 200 horas por mês, um maquinário que utiliza energia elétrica, água nos processos intermediários de produção e luz elétrica, pois utilizam galpões padrão, sem se preocupar com reaproveitamento de estrutura para uma menor utilização de eletricidade.</p><p>Não utilizar água nas fases de produção, investir em projetos arquitetônicos que aproveitem a luz natural do dia, reciclar, reciclar e reciclar. São pequenos passos para uma grande empresa, mas que gera grandiosos ganhos para a sociedade.</p><p>Fica o convite para você seguir comigo nesta jornada. Posso ser só uma gota, mas sou uma gota verde!</p><p>&nbsp;</p><p><strong> Por: Mauricio Cohab, diretor da Trisoft</strong></p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4960</guid> <description><![CDATA[Principal fórum sobre construções sustentáveis inicia hoje em São Paulo &#160; O presidente da Associação Telhado Verde Brasil (ATV Brasil), João Manuel Feijó, é palestrante no segundo dia da Greenbuilding Brasil, conferência internacional que ocorre de 29 a 31 de agosto, na Fecomércio em São Paulo. Feijó, que também é diretor da Ecotelhado, vai apresentar [...]
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id="more-4960"></span></p><p>&nbsp;</p><p>A entidade, que promove o aumento da utilização de telhados verdes e paredes vegetadas no Brasil, apresenta na palestra discussão sobre as inovações do planejamento verde urbano com o desenvolvimento de novos projetos em telhados sustentáveis, que agreguem valor e promovam a preservação do meio ambiente. O presidente da ATV vai apresentar também sob a ótica de enfoque prático os resultados possíveis com a aplicação de telhados verdes, inclusive explanando cases da Ecotelhado, especialista em infraestrutura verde urbana que tem construções em todo Brasil, e é pioneira em produtos do segmento.</p><p>&nbsp;</p><div
id="attachment_4961" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Jo%C3%A3o-Feij%C3%B3-Presidente-da-ATV.jpg"><img
class="size-medium wp-image-4961" title="João Feijó - Presidente da ATV" src="http://cdn.rumosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Jo%C3%A3o-Feij%C3%B3-Presidente-da-ATV-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p
class="wp-caption-text">Presidente da ATV, João Feijó, no telhado verde da C&amp;A Ecológica. Foto de Rafael Terra</p></div><p>Em março desse ano, a ATV firmou parceria com a Green Building Council Brasil (GBC Brasil), organizadora do Greenbuilding, para disseminar no mercado a certificação LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design®), sistema que avalia edificações sustentáveis.</p><p>&nbsp;</p><p>Estarão presentes ainda, nos três dias de eventos, palestrantes nacionais e internacionais, apresentando tendências, aplicações e soluções em sustentabilidade e construção. Paralela à programação do Greenbuilding Brasil, ocorre exposição de produtos e serviços verdes. Mais informações em <a
href="http://www.expogbcbrasil.org.br/">http://www.expogbcbrasil.org.br</a>.</p><p>&nbsp;</p><p>Serviço:</p><p>O que: palestra &#8220;Interação e compatibilidade do Telhado Verde com diversas práticas de construção sustentável&#8221;, na Greenbuilding Brasil Conferência &amp; Expo</p><p>Quem: João Manuel Feijó, presidente da Associação Telhado Verde Brasil</p><p>Quando: 30 de agosto, às 9h40</p><p>Onde: Fecomércio-SP &#8211; rua Dr. Plínio Barreto, 285 &#8211; Bela Vista &#8211; São Paulo (SP)</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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isPermaLink="false">http://www.rumosustentavel.com.br/?p=4958</guid> <description><![CDATA[Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco &#160; &#160; No âmbito do que se denominou Reforma do Estado, FHC privatizou muitas estatais. Administradas por políticos, sem dúvida em muitos casos, eram sugadoras de dinheiro publico, com crônicos e eternos prejuízos causados justamente pelo uso político. Usinas siderúrgicas, ferrovias, telefônicas, bancos estaduais e distribuidoras [...]
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id="more-4958"></span></p><p>A justificativa era de que o mundo havia mudado, e era necessário redefinir o papel do Estado, e se desfazer assim de estatais ineficientes e eliminar a corrupção, pelo menos onde o estatal virou privado. No caso particular do setor elétrico, os defensores do processo de privatização acenavam a população com promessas de melhoria dos serviços prestados e com o barateamento das tarifas. Lembram disso?</p><p>Hoje passados 20 anos os apagões tem se tornado rotina em algumas regiões do país, não por falta de produção de energia, desabastecimento como ocorreu há 10 anos, mas por deficiências, tanto no sistema de transmissão quanto de distribuição, principalmente devido a falta de investimentos. Com relação aos reajustes tarifários estes não param de aumentar, sempre acima dos índices de inflação que reajustam os salários, mesmo com os serviços prestados deficientes e em crescente deterioração, não cumprindo com as obrigações contratuais com os consumidores.</p><p>Por outro lado, os governos estaduais e federal também têm responsabilidades. As agencias reguladoras, de ambas as esferas, são coniventes com as empresas não atuando mais efetivamente e fazendo cumprir a lei. A falta de fiscalização das agencias reguladoras é o grande problema, tendo uma relação direta com os constantes apagões. Quanto à questão das multas eventualmente aplicadas, ocorre que as concessionárias recorrem à justiça da punição, arrastando a decisão por anos, e continuam a operar sem nenhuma restrição.</p><p>Logo, se a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e as agências estaduais não fiscalizam direito as concessionárias, e o serviço entregue ao consumidor é ineficiente, por lógica os apagões que ocorrem são de responsabilidades também da agência reguladora. Afinal, se o serviço é ruim a tarifa não pode ser alta.</p><p>O cidadão constata que o fornecimento de energia está sendo interrompido com uma freqüência cada vez maior, e as empresas privadas não conseguem estancar o processo de deterioração dos serviços. As razões dadas pelas concessionárias para os blecautes, não conseguem convencer ninguém. Muitas vezes, as simplicidades das explicações nos deixam atônitos. E a pergunta que não quer calar é se são tão simples assim, porque as empresas não têm mecanismos de prevenção para tais acidentes?</p><p>Nos últimos três anos, o índice de interrupções do Brasil subiu de 16 horas para cerca de 20 horas. A região Nordeste está entre as mais prejudicadas, tendo a média subida de 18 para 27 horas. Situação de descaso foi verificada em Sergipe, onde o volume de apagões dobrou, de 22 para 44 horas. A Bahia também teve uma piora significativa: subiu de 14 para 20 horas. No Maranhão e no Piauí os indicadores são altos, respectivamente 22 e 52 horas.</p><p>De fato, o setor privado não está fazendo os investimentos necessários e adequados nas redes existentes de distribuição e transmissão, desrespeitando as metas comprometidas com a ANEEL. A qualidade dos serviços de energia elétrica entregue ao consumidor brasileiro entrou num processo de deterioração crescente resultando que o número de apagões só tem aumentado.</p><p>Baseiam-se em fatos auto evidentes, que as reformas do setor elétrico com as privatizações das distribuidoras frustraram as expectativas, e as esperanças dos que acreditaram na propaganda governamental de um serviço mais eficiente e mais barato.</p><p>O poder público precisa agir, pois não tem cumprido seu papel, e a população cobrar. Do lado do consumidor nos últimos meses as reclamações junto aos órgãos de defesa têm aumentado muito. O que se espera é outra postura dos gestores do setor elétrico, e não a relação promíscua que tem se aprofundado com as empresas privadas.</p><p>&nbsp;</p><p>Artigos relacionados:<ol><li><a
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