Copa do Mundo de Futebol Social reforça o poder transformador do esporte
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Sites de notícias, jornais e todas as demais mídias têm tido um tema em comum nas últimas semanas: a Copa do Mundo de Futebol. Mas outra Copa do Mundo, dessa vez desconhecida da grande parte da população, está mudando a vida de muita gente em situação de risco – é a Copa do Mundo de Futebol Social, que há oito anos reúne moradores de rua de diversos países para brigar pela taça. Esse ano, a competição será sediada no Rio de Janeiro, entre os dias 18 e 26 de setembro de 2010.
Áustria, Suécia, Escócia, África do Sul, Dinamarca, Austrália e Itália já receberam o torneio que este ano reunirá jogadores de 64 nações – contando inclusive com 16 times femininos. Em todas as edições o objetivo foi um só: mudar as vidas de quem participa do evento.
Segundo a organização da Copa, existe um bilhão de pessoas em situação de risco social hoje em dia no mundo. Além de violar os direitos básicos de qualquer ser humano, a situação também causa danos à economia do país. Um sem teto custa cerca de US$ 60 mil anuais.
“A Copa do Mundo de Futebol Social existe tendo como objetivo que todo ser humano tenha um teto, necessidade humana básica. Nós usamos o futebol como uma espécie de gatilho, para inspirar e potencializar pessoas em situação de risco social a mudarem suas vidas”, afirma o site oficial do evento.
Para isso, a organização promove o torneio anualmente e apóia projetos que usem o futebol em ações com sem teto ou pessoas em situação de risco social pelo mundo inteiro. UEFA, Nike, ONU, Manchester United, Real Madrid, o embaixador Eric Cantona e jogadores Didier Drogba e Rio Ferdinand são alguns dos apoiadores do projeto.
Resultados
Dados da organização apontam os efeitos do um torneio. Uma pesquisa de 2006, realizada seis meses após o evento, mostra que:
* 92% dos atletas obtiveram nova motivação para a vida;
* 89% melhoraram suas relações sociais;
* 77% dos conseguiram um teto;
* 73% mudaram suas vidas para melhor;
* 35% conseguiram emprego fixo;
* 44% melhoraram as condições em casa;
* 39% optaram por prosseguir com a educação;
* 25% tiveram sucesso no tratamento do vício com álcool ou drogas.
Para escolher os atletas que participarão da Copa, a organização brasileira está promovendo torneios regionais e apresentará a seleção oficial em julho.
Para que o evento aconteça no Brasil, estão sendo construídas três arenas, tendo a maior delas uma capacidade para até cinco mil espectadores. Mais de duas mil pessoas, entre atletas, voluntários, comissão, mídia e organizadores estarão envolvidas no projeto.
“A Copa do Mundo de Futebol Social no Brasil é a oportunidade perfeita para mostrar que é possível virar o jogo e transformar vidas, além de torcer por nosso país, que já entra em campo com uma história de vitórias e uma camisa a defender”, concluem.
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