Crise econômica aumenta desigualdade social no Brasil: IBGE aponta janeiro como período mais brusco para o problema

Fonte: AGÊNCIA ENVOLVERDE/APRENDIZ

Brasil, em queda desde o início da década, mudou de trajetória. Usado como referência para mensurar a concentração de renda de uma sociedade, o Índice de Gini chegou a 0,571 em fevereiro, depois de ter atingido o piso de 0,560 em meados de 2008. O índice varia de zero a 1, sendo que zero representa a distribuição igualitária e 1, a concentração máxima.

Os dados são do estudo “Crônica da Crise: Ressaca e Resiliência Recentes”, baseado na renda do trabalho medida pela Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE. Divulgada na última semana (07/04), a publicação mostra que o movimento mais brusco na desigualdade ocorreu em janeiro.

De acordo com o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV), em janeiro, não foi apenas a classe AB que perdeu participação na estrutura social brasileira, o que vinha ocorrendo desde setembro de 2008. Também a classe C teve sua participação reduzida, em 2,2%. Em contrapartida, as classes D e E, em queda contínua desde fevereiro de 2003, voltaram a ganhar espaço. A participação delas cresceu, respectivamente, 3% e 6,7%, no que o pesquisador chamou de “ressaca de janeiro”.

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