Ecogerma 2009 pode gerar R$200 mi em negócios verdes até 2012

Fonte: Revista Sustentabilidade
Escrito por Fernanda Dalla Costa

A Ecogerma 2009, feira e congresso de tecnologias sustentáveis, realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK) pode gerar R$ 200 milhões em negócios e parcerias nos próximos três anos, a AHK informou em comunicado.

“Este é uma estimativa conservadora, tendo em vista o potencial da feira”, disse Ricardo Rose, Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da AHK.

A feira contou com a presença de cerca de 150 expositores e 32 mil visitantes, entre os dias 12 e 15 de março.

Os investimentos se darão por meio de troca de tecnologia entre empresa, contratos de prestação de serviços de consultoria, investimento direto de empresas alemãs no Brasil em eficiência energética, produção limpa e geração de energia de fontes renováveis.

Além disso, há a possibilidade de acordos de cooperação entre centros de pesquisa, empresas e universidades, informou Rose aludindo ao início de negociações entre as univesidades da Bavária e a empresa que fez o projeto de compensação de carbono da feira.

Para realizar a feira, governo e empresas alemãs já instaladas no Brasil gastaram R$ 20 milhões, incluindo seu planejamento e execução.

A AHK estima que o retorno seja, no mínimo, de 10 vezes o valor do investimento.

Rose disse esse valor será rapidamente ultrapassado se as empresas brasileiras adotarem as tecnologias de economia energética apresentadas na feira.

De acordo com o Rolf-Dieter Acker, Presidente da câmara, a Ecogerma é um marco na história das relações Brasil-Alemanha.

“O evento fortaleceu as relações bilaterais entre Brasil e Alemanha e lapidou um eixo da sustentabilidade entre os dois países”, disse.

Para Rose, a feira serviu para mostrar de uma forma positiva o mercado e a demanda para tecnologias de menor impacto impacto ambiental no Brasil.

“A iniciativa privada alemã já tinha boas expectativas sobre a feira”, disse. “Más o governo alemão ainda tinha uma visão estereotipada [de que havia pouca] conscientização ambiental e do nível tecnológico brasileiro, por isso, preferiam parcerias com o Leste Europeu, Índia e China”.

No congresso que aconteceu paralelamente à feira, os setores públicos dos dois países puderam discutir as questões do desenvolvimento econômico respeitando o meio abiente ao lado do setor privado.

“O resultado foi que os ministérios alemães perceberam o real nível de conscientização e profissionalismo dos brasileiros, o que é muito interessante e possibilita o estreitamento dos laços à médio e longo prazo entre os dois países”, completou o diretor.

Durante o congresso, 90 palestrantes brasileiros e alemães falaram para aproximadamente 2.000 participantes sobre temas relacionados à pesquisa e ao conhecimento no âmbito de soluções sustentáveis para a proteção climática, gestão de resíduos, lixo eletrônico, energias renováveis, biocombustíveis, proteção das florestas tropicais e à utilização da água.

Os organizadores já cogitam uma nova edição do evento, em dois ou três anos, assim como a internacionalização do conceito da feira, repetindo-o em outros países da região.

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