Eficiência energética pelo mundo

Fonte: Revista Sustentabilidade

Escrito por Fernanda Dalla Costa

Os governos latino-americanos se reunirão em Cuba para discutir eficiência energética enquanto normatização, tetos para emissão, entre outras inciativas.

América Latina: Países precisam assumir posição proativa na questão energética

A fim de divulgar os bons resultados estruturais e normativos obtidos na região, a Organização Latino-Americana de Energia (Olade) está preparando o 2º Seminário Latino-Americano e do Caribe sobre Eficiência Energética, em Havana, Cuba, em 27 de outubro

Identificar tecnologias eficientes e aplicáveis nos países membros da Olade, bem como incentivar o desenvolvimento da eficiência energética entre os ministros e secretários de energia, meio ambiente, indústria e comércio dos países membros estão entre os objetivos do encontro.

A cidade sediará também o 4º Fórum de Integração Energética Regional, nos dias 28 e 29 de outubro.

“Vejo a região pronta para se comprometer com a redução das emissões de gases do efeito estufa em 20% por meio da eficiência energética”, disse Alicia Bárcena, da Secretaria Executiva da Cepal.

Para a Comissão Econômica para a América Larina e o Caribe (Cepal), apesar dos países da América Latina poderem ser mais eficientes no uso de sua energia, poucas medidas estão sendo tomadas nesse sentido, informou o Diário CoLatino.

A comissão acredita que os países do grupo devem adotar uma posição proativa sobre o assunto.

Reino Unido: economia e redução de CO2 são estímulos para implantação de medidas de eficiência

Uma pesquisa realizada pela distribuidora britânica de equipamentos elétricos e industriais RS Components mostrou que, no Reino Unido, a redução de emissões de CO2 e a economia financeira são os dois objetivos principais das iniciativas de eficiência energética em 108 empresas consultadas, segundo o portal Process and Control Today.

O estudo buscou entender as motivações de engenheiros de manutenção e prediais que estão implementando soluções em eficiência energética, com melhorias na iluminação, aquecimento, refrigeração, ventilação e manutenção em geral.

A redução no custo da energia foi o principal objetivo para 58% dos entrevistados, enquanto o controle das emissões de carbono foi a opção para 29%. Apenas 14 dos engenheiros (13% do grupo) informaram que pretendem se tornar mais eficientes energeticamente por comprometimento regulatório.

Austrália: Ambientalistas pedem regulamentação energética para novas casas

Ambientalistas australianos querem que o governo estabeleça regulamentação para que todas as novas residências construídas no país sejam livres de emissões de CO2 até 2020, como já fez o Reino Unido, informou o portal The Age.

Segundo o estudo do grupo, as emissões provenientes das casas poderiam ser reduzidas em mais de 75% com aumento da eficiência em aparelhos elétricos.

Participaram da elaboração do relatório as organizações: Fundação Australiana de Conservação, Amigos da Terra, Associação de Tecnologia Alternativa e pela Fundação de Energia de Moreland.

EUA: Oklahoma terá 16 programas de eficiência energética

A distribuidora de energia American Electric Power-Public Service e a Comissão Corporativa do Estado de Oklahoma lançaram, na semana passada, um programa de eficiência energética que busca economia 70 milhões de Kwh em geração de eletricidade em três anos, informou o site Tulsa Word.

A empresa estima um gasto de US$80 milhões (R$145 milhões) na implantação dos programas e um potencial de benefícios de US$186 milhões. Serão 16 novos programas, que vão desde subsídios para eletrodomésticos mais modernos até incentivos para climatização e iluminação.

Índia: Redução das emissões deve fortalecer o país para a COP15

Segundo o ministro do Meio Ambiente da India, Jairam Ramesh, o país se propõe a quantificar os cortes nas suas emissões de gases do efeito estufa, mas não aceitará metas impostas no âmbito internacional, informou a agência de notícias Reuters.

“Não vemos problema em dar um amplo número indicativo sobre a redução (das emissões) como resultado das nossas ações unilaterais domésticas,” disse Ramesh.

Essa medida tem como objetivo adaptar o pais à mudança climática e limitar e reduzir as emissões por meio de ações domésticas.

Apesar de assumir a redução, o ministro alerta não assumirá uma meta de cumprimento obrigatório, e que os dados não servirão de base para a nova posição da Índia nas negociações.

Essa postura deve fortalecer a presença do país nas negociações em Copenhague, em dezembro.

Entre as questões que estão travando as negociações de um novo tratado climático global estão as discordâncias entre países ricos e pobres sobre os cortes de emissões e questões relativas à transferência de verbas e tecnologias dos mais desenvolvidos para o combate à mudança climática nas nações em desenvolvimento.

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