Eficiência energética pelo mundo
Fonte: Revista Sustentabilidade
Escrito por Luis Paulo Roque
Venezuela busca acordo com Japão para ações de eficiência energética, Europa aumenta emissões de CO2 no verão, Chile reduz demanda por energia e os Estados Unidos buscam melhoria nos prédios públicos.
Venezuela: Governo japones e venezuelano discutem parcerias
Especialista japonês em questões ambientais, Akio Hosono, sugeriu o uso de painéis fotovoltaicos como meio de poupar a eletricidade na Venezuela, informou o jornal venezuelano,El Universal.
Hosono, doutor em Economia pela Universidade de Tóquio, visitou a Venezuela para divulgar o Programa Cool Earth, no qual o governo do Japão disponibiliza apoio técnico e financeiro para os países em desenvolvimento, a fim de combater as alterações climáticas
Mesmo a Venezuela não sendo uma das nações que mais emitem dióxido de carbono (CO2), ela poderia ter uma produção de energia limpa e ser mais ecoeficiente, disse Hosono para o jornal.
Hosono viu na Venezuela uma parceira para atingir o objetivo proposto pelo Cool Earth, que é reduzir 50% das emissões globais de CO2 até 2050.
Ele acredita que, a Venezuela pode não só utilizar veículos híbridos, com motor elétrico e motor a gasolina, como proposto hoje em dia, mas também, ter automóveis movidos a hidrogênio.
Segundo o economista japonês, nenhuma destas tecnologias vai contra as divisas geradas pelo petróleo, que é vital para a Venezuela
“Nós não acreditamos que isto [o uso de combustíveis fósseis e de energias limpas] é incompatível, porque com o desenvolvimento econômico, a procura por fontes de energia irá aumentar. Se todos os países do mundo querem crescer, a procura por combustíveis será muito grande, de modo que a energia convencional não será suficiente”, concluiu o especialista.
Europa: Consumo de eletricidade e emissões de CO2 aumentam no verão europeu
Emissões de dióxido de carbono, na Península Ibérica, aumentaram 21% em julho 2009, se comparado ao mês anterior. O aumento na procura por electricidade aconteceu em função das altas temperaturas do verão europeu, informou o WWF.
Relatório publicado pela organização ambiental disse que, após dois verões suaves, 2009 pode marcar recorde de altas temperaturas em algumas áreas da Península Ibérica, o que contribui para a crescente demanda por eletricidade, por causa dos sistemas de ar condicionado.
A eletricidade consumida em julho subiu 10,6%, se comparado a junho, enquanto as emissões de CO2 aumentaram no mês passado 21,1%, comparado a junho.
Em parte, este aumento das emissões deveu-se à exportação de quase um bilhão de quilowatts feitas por Portugal ao Marrocos, disse a organização.
A organização ambiental quer que os governos sejam mais rigorosos na aplicação de normas de eficiência energética para edifícios e pediu incentivos para que se comercialize sistemas de refrigeração que utilizem energia solar.
O WWF frisou que já existem alternativas para que o governo não recorra aos combustíveis fósseis para a geração de energia.
A redução do uso do ar condicionado pode-se dar por meio de um melhor isolamento térmico das casas, um consumo racional e a utilização de sistemas que funcionem a base de energia solar, disse Heikki Willstedt, especialista em energia e alterações climáticas do WWF.
Segundo Willstedt estão previstos para os próximos anos verões cada vez mais quentes.
“Por isso, você tem de começar a utilizar fontes alternativas para reduzir a procura por eletricidade. As soluções existem, só tem de implementá-las”, concluiu.
Chile: Procura por eletricidade caiu pela quarta vez no Chile
Houve queda de 1,7% na demanda por energia no Sistema Interligado Central (SIC) do Chile, durante o mês de julho, se comparado ao mesmo período no ano passado, por causa da incorporação de tecnologias mais eficientes no país , informou a Comissão Nacional de Energia (CNE) chilena.
A queda no consumo já tinha sido registrada nas comparações anuais em janeiro, fevereiro e junho.
“Temos notado que comportamentos de racionalização da utilização de energia foram mantidos pela população e pela empresas, o que mostra que é possível gerar uma mudança cultural nesta área”, disse o ministro de Energia, Marcelo Tokman.
Estados Unidos: DOE disponibiliza US$20 mi para órgãos públicos
O Departamento Americano de Energia (DOE) anunciou fundo de US$20 milhões (R$36,9 milhões) para melhorar eficiência energética em prédio públicos, informou a assessoria de imprensa do DOE
O dinheiro será destinado aos órgãos federais para implementação de tecnologias eficientes em prédios do governo federal. Além do dinheiro, o DOE disponibilizará mão-de-obra técnica para projetos, como para a redução da emissão de gases de efeito estufa, energias renováveis, edifícios sustentáveis, entre outros.
Entre os órgãos beneficiados estão os Departamentos de Defesa, Justiça e Interior.
Segundo o DOE, o Governo Federal americano é o maior consumidor de energia do país e tem como objetivo diminuir 30% do consumo federal no ano de 2003, até 2015. A meta de redução no consumo de água é de 16% sobre o nível em 2007, até 2015.
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