Empresas têm como desafio mostrar as boas intenções das ações: Pesquisa revela que práticas responsáveis podem restaurar imagem
A Gallup Consulting acaba de divulgar pesquisa sobre o impacto na sociedade das ações de Responsabilidade Social de companhias em 20 países da América Latina. O resultado do estudo – que ouviu o mínimo de 500 pessoas maiores de 15 anos em cada país – mostra que mais da metade dos respondentes diz não acreditar no interesse de grandes empresas no desenvolvimento sustentável.
A crise financeira também afetou negativamente a confiança da opinião pública no setor privado. Porém, a U.N. Global Compact, maior iniciativa privada sobre cidadania do mundo, promove a ideia que corporações privadas podem restaurar a confiança pública por meio de práticas responsáveis.
O Brasil recebeu os maiores níveis de respostas positivas em contraste com países como o Peru, onde a maioria considera que não existem práticas revelantes voltadas para os funcionários de grandes empresas ou para o estímulo ao desenvolvimento econômico. Uma das questões avalia se os entrevistados acreditavam que as empresas investem em desenvolvimento de funcionários e oferecem oportunidades de crescimento.
A Gallup também perguntou aos entrevistados se grandes corporações fazem contribuições e doações para a comunidade em seus países, e se elas promovem um impacto positivo na qualidade de vida de seus clientes. Mais uma vez o Brasil ficou entre os níveis mais altos com 37% e 44% de concordância, respectivamente.
A pesquisa teve como premissa as ações que incluem investimento no desenvolvimento de funcionários, incentivo ao progresso, doações significativas e impacto positivo na qualidade de vida dos clientes. O estudo avaliou apenas empresas dos países latino-americanos por considerar que Estados Unidos e Canadá têm essas questões bem divulgadas e já são consideradas pelas empresas como forma de sustentar suas vantagens competitivas.
A preocupação que fica é se essa recessão global significa menos recursos para investir na sustentabilidade e em ações filantrópicas. Na maioria dos países da América Latina a adversidade econômica agride a sociedade, que sempre depende de contribuições públicas e privadas para seu desenvolvimento.
Resultados baseiam-se em entrevistas face-a-face com, no mínimo, 500 adultos, com idade superior a 15 anos, na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai, e Venezuela conduzidas em 2008. Para os resultados baseados na amostra total de adultos, o nível de confiança é de 95% e a margem de erro varia entre ±3.4 e ±4.8 pontos percentuais.
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