Escola sustentável: É a vez dos diretores fazerem a sua parte

Portal EcoD – www.ecod.org.br

Além de defender a linha educacional de uma instituição e garantir o compromisso com a qualidade do ensino, o diretor de uma escola também deve ser o responsável por promover mudanças ecoeficientes no espaço, na educação dos seus alunos e na formação dos seus profissionais. Para isso, a adoção de algumas ações e metas pode ser uma boa, e viável, solução.

Para ajudar, o portal EcoD separou algumas ideias de como os dirigentes de instituições educacionais podem transformar a escola em um lugar de consciência e respeito ao planeta.

* Promova diálogos

Para começar, não tem jeito, é preciso ir do básico, e na base da pirâmide de uma escola sustentável está, obviamente, a educação. Promover diálogos, conversas, rodas de discussão e semanas temáticas que abordem assuntos relacionados aos conceitos e práticas sustentáveis é necessário para que, mais do que repetir ações, as crianças, profissionais e pais tenham verdadeiros hábitos responsáveis e conscientes em sua vida.

* Política de Lixo-Zero

Não se engane: a reciclagem em uma escola deve ser uma prioridade. É fácil distribuir pelo espaço lixeiras identificadas de acordo com as cores da coleta seletiva, difícil é educar todos os envolvidos no movimento. Para que dê certo, é preciso de muita motivação por parte da escola, e um esforço de todos, de pais a alunos – afinal, os resíduos que chegam até a escola também têm origem na casa de cada estudante, como nas embalagens dos lanches.

Gincanas da reciclagem ou pequenas competições entre salas de aula podem pode servir de estimulo para os alunos e ajudar na administração da separação do lixo.

Na hora do descarte, a escola também pode aproveitar para utilizar boa parte dos materiais que foram deixados para serem reutilizados, como o papel e o plástico, que podem resultar em trabalhos com papel reciclado e na construção de brinquedos com embalagens usadas.

* Materiais verdes

Na hora de abastecer as salas com brinquedos, lápis e demais matérias escolares, pense bem em três importantes características que devem compor cada um deles: durabilidade, produção e qualidade. Porque? A atenção com o tempo de uso e a qualidade do produto é importante para saber se o seu investimento está sendo bem empregado, e o cuidado com a produção daquele material é necessário para que você tenha certeza de que ele está dentro de critérios de responsabilidade social ou ambiental, ou seja, dentro dos critérios da sua escola.

Quando for em busca deles no inicio do ano letivo, siga a linha de prioridades, que coloca os reciclados em primeiro lugar das opções (reduzindo a utilização de mais recursos), seguidos dos reutilizados (que aumentam a vida útil dos materiais) e por último os reutilizáveis (que devem ter o correto descarte após o uso).

* Tenha um espaço para o verde

A criação de um jardim ou uma espécie de quintal no terreno da escola é uma ótima pedida para integrar o aprendizado com a experiência. Um espaço com muito verde, grama, flores e árvores pode ser uma forte ponte entre as crianças e o mundo natural, já que pelo menos seis horas de sua rotina diária serão passadas dentro da escola.

Além da flora, a fauna também pode marcar presença com a ajuda de coelhos ou tartarugas, por exemplo. Pesquisas mostram que a interação de crianças com os bichos ajuda a promover um desenvolvimento emocional sadio, além de ser bastante divertido e estimulante para a garotada – vale lembrar que os bichos devem ter o acompanhamento de um profissional e estarem ambientalmente seguros para viver em um ambiente com crianças.

* Que tal a compostagem?

Escolas que têm refeitórios ou lanchonetes sabem que a taxa de desperdício nestes lugares quase nunca é zero, e voltando a política de “zero resíduos”, pode ser bom lembrar de uma opção menos comum, mas muito útil, a compostagem. A construção de uma composteira pode ser mais fácil do que se pensa, e a manutenção do ambiente de decomposição mais simples do que se imagina (veja o Manual da Compostagem).

Mesmo valendo apenas para sobras de alimentos que não tenham sido cozidos, a adoção de uma composteira pode ser muito eficiente se o local de distribuição for o mesmo de produção, possibilitando as cascas de frutas ou legumes um destino mais eficiente.

Outra opção é a produção de sopas com essas cascas. Ao final da produção das refeições, elas podem ser reservadas e, nutritivas como são, dar origem a sopas, que podem ser distribuídas gratuitamente pela comunidade entorno.

* Procure apoio de líderes, organizações e da comunidade

Outra palavra que não pode ser tirada de vista: comunidade. Como parte integrante de um coletivo, a escola precisa estar integrada ao que acontece em sua cidade. Identificando os líderes do governo local, grupos, organizações ou instituições que possam oferecer uma parceria de responsabilidade social, ambiental ou mesmo educacional, certamente a escola estará criando uma cadeia de desenvolvimento, tanto para ela, como da comunidade na qual ela está inserida.

Atenta também ao que acontece em um maior raio de distância, a instituição educacional precisa estar “por dentro” do que acontece no mundo, e procurar envolver em seus projetos iniciativas globais. Bons exemplos são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Carta da Terra, assim como campanhas de apoio a conservação dos recursos naturais.

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