Fábrica da Sadia será referência em sustentabilidade: unidade em Pernambuco terá sistema de emissão zero de efluentes

A Sadia quer transformar a sua fábrica de Pernambuco, a primeira da empresa na região Nordeste, em modelo para o mercado no que diz respeito à sustentabilidade do negócio e à preocupação com o meio ambiente e a comunidade. A unidade de Vitória de Santo Antão será a primeira do país no setor de carnes a mitigar 100% dos gases de efeito estufa emitidos durante a construção da fábrica e a partir da sua entrada em funcionamento. Entre as principais fontes responsáveis por essas emissões estão a geração de vapor (que será abastecida por gás natural), o consumo de energia elétrica, o transporte de cargas e o deslocamento de funcionários.

Para mitigar as emissões, a Sadia está implementando um grande projeto de aflorestamento na região, por meio do plantio de árvores nativas em uma área de 1,2 mil hectares. A recomposição de florestas está sendo feita principalmente em áreas degradadas, como nascentes de rios que abastecem a região, que foram definidas entre a companhia, órgãos públicos da área ambiental e entidades civis relacionadas ao tema. Até o momento a Sadia já recuperou 5km da mata ciliar das margens do Rio Tapacurá, que é uma das áreas que faz parte do projeto de aflorestamento.

A Sadia pretende ainda envolver toda a comunidade atingida pelas ações de aflorestamento, por meio de ações de conscientização ambiental em cada localidade. Para cada região que receber o plantio de árvores nativas, a companhia vai promover ações de educação ambiental nas escolas, a fim de conscientizar as futuras gerações sobre a importância da preservação do meio ambiente na região em que eles vivem.

Para o plantio das árvores, a Sadia está iniciando uma parceria com o Programa Chapéu de Palha e vai absorver a mão de obra dos cortadores de cana durante o período de entressafra. Para coleta de sementes e produção de mudas, a Sadia assinou protocolo de intenções com a Universidade Federal Rural de Pernambuco. O acordo também contempla apoio à pesquisa científica e à educação ambiental com crianças do ensino fundamental.

O projeto conta ainda com uma série de iniciativas que visam reduzir o impacto da atuação da fábrica sobre o meio ambiente. A unidade terá uma estação de tratamento de efluentes com capacidade equivalente à de uma estação de tratamento de resíduos gerados por um município com 25 mil habitantes.

Além disso, a unidade terá três lagoas com capacidade para armazenar 300 mil m3 de água, volume equivalente ao consumo de um ano. O objetivo é captar a água da chuva, que será posteriormente tratada. Uma dessas lagoas será destinada a captar água para reuso de 40% da água consumida pela unidade. Os efluentes líquidos serão tratados e posteriormente a água será reutilizada em atividades não-produtivas, como irrigação ou limpeza de veículos. A fábrica fará ainda o aproveitamento máximo da luz solar para iluminação natural e vai instalar um projeto-piloto de energia fotovoltaica para iluminação noturna.

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