Maldivas querem ser 1º país carbono-neutro

Por Redação do Pnud

Governo da nação insular anuncia plano para acabar com uso de fontes não-renováveis de energia até 2020 e recebe apoio do PNUD.

As Maldivas podem ser o primeiro país do mundo a acabar totalmente com suas emissões de carbono. O presidente Mohamed Nasheed anunciou em março plano que prevê para 2020 o fim do uso fontes não-renováveis de energia no país, como o petróleo. O PNUD elogiou e a decisão e diz que está disposto a apoiar o país no processo. A agência declarou que a medida prova o comprometimento do governo com resoluções da Convenção de Mudanças Climáticas da ONU e do Protocolo de Kyoto. Outras iniciativas contra o aquecimento global foram apoiadas pelo PNUD no país.

O custo do projeto foi estimado em US$ 1,1 bilhão. Parte dos gastos irão para a instalação de cerca de 155 turbinas para geração de energia a partir do vento e de painéis de energia solar que somariam meio quilômetro quadrado de área. O valor do empreendimento equivale ao PIB (Produto Interno Bruto) das Malvinas em 2007, dado mais recente disponível. O país é um conjunto de 1.196 ilhas no Oceano Índico, das quais 199 são habitadas por 310 mil pessoas, pouco menos do que a população da cidade de Vitória, no Espírito Santo.

Apesar do alto custo de implantação, o investimento extinguiria gastos com a importação de derivados de petróleo. Só em 2006, de acordo com dados do Banco Mundial, as Malvinas importaram US$ 181 milhões em combustíveis e energia.

Perigo climático

As Maldivas têm uma boa razão para tentar contribuir ao máximo com o clima mundial. O território do país está ao nível do mar, o que coloca em risco a população em caso de o aquecimento global provocar grande aumento do oceano. Alguns cientistas, como o ecologista Stephen Leatherman, prevêem desde os anos 90 que as ilhas possam desaparecer, engolidas pelo mar. Segundo relatório do Painel da ONU para Mudanças Climáticas, o IPCC, há risco de perda de território do país com o aumento do nível das águas, o que põe em perigo parte da população.

Em 2004, um desastre natural entrou para a história das Maldivas. Um Tsunami atingiu fortemente as ilhas e deixou pelo menos 82 mortos e 13 mil desabrigados. Além disso, segundo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), foram destruídos 90% dos recifes de coral, um dos maiores atrativos naturais e turísticos da região.

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